Mídias Sociais

Política

Presidente da Câmara de Macaé explica tramitação do PL019/16 e se mantém desconfiado quanto ao projeto

Avatar

Publicado

em

 

Morador de Macaé desde a década de 50, Dr. Eduardo Cardoso questiona benefícios da indústria do petróleo para a cidade

 

Foto: Igor Faria

 

 

 

Tunan Teixeira

 

O Presidente da Câmara Municipal de Macaé, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), explicou na última sexta-feira, 26, como o polêmico Projeto de Lei 019, de 2016 (PL019/16), aprovado em 28 de dezembro de 2016, e cuja votação foi anulada em sessão ordinária da Câmara na semana passada, vai tramitar no Legislativo.

O vereador, que está em seu 6º e último mandato, disse ainda que não pretende devolver o projeto ao Executivo, mesmo depois de ter recebido, neste ano, um ofício do Secretário de Obras, Antônio Pires, alegando não ter conhecimento sobre o texto.

Sobre a alcunha de “inimigo do porto”, Dr. Eduardo lembrou que nasceu em Macaé na década de 50, e que só deixou a cidade para estudar, morando a vida inteira no município, e que, por isso, não aceita ouvir que não ama a cidade.

“Eu nasci em Macaé em 50. Morei a vida inteira aqui. Só saí de Macaé para estudar, quando fui para Niterói, e depois voltei. Duvido que tenha alguém que goste mais dessa cidade do que eu; meus filhos foram criados aqui. E aí vem gente dizer que eu não gosto da cidade. Podem até dizer que eu não gosto de algumas pessoas que vieram para a cidade, mas que eu não gosto da cidade, não podem dizer”, declarou Dr. Eduardo.

O Presidente da Câmara disse ainda que gosta dos empresários que vieram para a cidade e ficaram nela, mas não gosta dos empresários que vêm a Macaé para ficar alguns dias, mas que moram “no Copacabana Palace, consomem nos restaurantes do Rio de Janeiro, fazem compras no comércio de lá”.

Sobre o PL019/16, Dr. Eduardo admitiu que permanece desconfiado quanto aos interesses por trás do projeto, mantendo-se cético quando à relação entre o projeto e as intenções da empresa de construir de fato o porto, e explicou como funcionará a tramitação do projeto na Câmara.

“A desconfiança é essa. Acho que o projeto não é bom. Desde a votação, eu fui contra o projeto. Eu não li, mas aquela velocidade toda, os vereadores querendo votar o projeto na última sessão do ano, depois do orçamento. Fiquei desconfiado. Fui contra. E continuo desconfiado com um projeto que mexe nas terras de um dono só. Mas agora o prefeito terá a possibilidade de fazer o que não fez, de vetar o que não gostar e de sancionar o que quiser. Depois da Audiência Pública, o projeto vai direto para as Comissões, de Constituição, Justiça e Redação, e de Meio Ambiente, e receberá as emendas novamente, tudo do zero. Acho que os vereadores que apresentaram as emendas têm que reapresentar sim. Se não, fica até chato. Caberá ao prefeito, depois de votado o projeto, sancionar ou vetar”, disse Dr. Eduardo.

O presidente declarou ainda não ter certeza de que a construção do porto vai solucionar os problemas da cidade, e lembrou que mesmo com as riquezas que vieram com a indústria do petróleo, a cidade nunca teve tantos moradores em situação de abandono.

“Esse projeto vem num momento em que a Feira Offshore vai discutir pauta bilionárias, do lado da Nova Holanda, da Nova Esperança. A cidade nunca esteve tão sem teto, sem emprego como agora. Eu questiono se o porto vai ser a solução para esses males. Se for, eu sou o primeiro a ir para a linha de frente lutar por ele”, concluiu o presidente.

Clique Diário

E. L. Mídia Editora Ltda
CNPJ: 09.298.880/0001-07
Redação: Avenida Atlântica, 2.500, sala 22 – Cavaleiros – Macaé/RJ

cliquediario@gmail.com
(22) 2765-7353

Mais lidas da semana