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Presidente da Alerj, Jorge Picciani, é levado pela Polícia Federal, no Rio

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Outros 7 conselheiros do TCE do Rio foram alvos de mandado de prisão temporária

Tunan Teixeira

Nesta quarta-feira, 29, policiais federais cumpriram mandado de condução coercitiva contra o Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), considerado homem-forte do governo.

Enquanto o governo estadual e o próprio Governador Pezão (PMDB) sofriam com pedidos de cassação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), suspeitas de envolvimento no escândalo das obras do Complexo Petroquímico do Estado do Rio (Comperj), que levou o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) à prisão, e até pedidos de impeachtment, da bancada do PSOL na Alerj, Picciani mantinha-se até então com a imagem limpa diante da crise do governo. Até ontem.

Com a chegada da Operação Lava Jato no presidente do Legislativo estadual, o governo sofre mais um duro golpe, podendo ficar ainda mais à deriva do que já está. Também estão sendo cumpridos mandados de prisão temporária contra 5 dos 7 conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), além de bloqueios de bens e valores, em uma operação que recebeu o nome de Quinto da Coroa.

Entre os 5 conselheiros com a prisão temporária decretada, está o atual Presidente do TCE-RJ, Aloysio Neves, além dos conselheiros Domingos Brazão, José Gomes Graciosa, Marco Antônio Alencar e José Mauricio Nolasco.

Segundo informações da Agência Brasil, são mais de 43 mandados em execução, a maioria deles na cidade do Rio de Janeiro, mas também em Duque de Caxias e São João do Meriti, na Baixada Fluminense.

De acordo com nota da Polícia Federal (PF), os alvos da operação são investigados por fazerem parte de um esquema de pagamentos de vantagens indevidas que pode ter regularmente desviado valores de contratos com órgãos públicos para agentes do estado, em especial membros do TCE-RJ e da Alerj.

As investigações indicariam que agentes públicos teriam recebido valores indevidos para viabilizar a utilização do fundo especial do TCE-RJ para pagamentos de contratos de empresas do ramo alimentício, que estavam em débito junto ao governo estadual.

A Polícia Federal esclareceu ainda que, por se tratar de uma investigação que tem como alvos membros de um TCE, os trabalhos correm sob a Presidência de um Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em um Inquérito Judicial.

As informações que embasaram a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STF) tiveram origem em delações premiadas de 2 investigados na Operação Lava Jato à Procuradoria Geral da República.

Um dos delatores seria o ex-presidente do TCE, Jonas Lopes de Carvalho

Foto: Reprodução

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