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Terceira na linha sucessória, presidente do STF assumiu presidência da república

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Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu a presidência da república depois de viagens de Michel Temer (PMDB), Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE)

Com as viagens do presidente Michel Temer (PMDB) ao Peru para participar da Cúpula das Américas, e dos presidentes, da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, assumiu nesta sexta-feira, 13, a presidência interina da república.

Segundo a Constituição Federal, na ausência de Temer, que assumiu o posto como vice, depois do golpe político-institucional que culminou com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), os presidentes da Câmara e do Senado seriam os primeiros na linha sucessória, mas os dois serão candidatos nas próximas eleições, de outubro desse ano.

Cármen Lúcia assumiu o posto porque, de acordo com a lei eleitoral, tanto Maia quanto Eunício se tornariam inelegíveis no pleito deste ano caso assumissem a presidência da república sendo candidatos em ano eleitoral.

Assim, os dois deixam o país no mesmo período que o presidente, para evitar assumir o posto e perder a chance da reeleição no caso de Eunício, e da eleição, no caso de Rodrigo Maia, que já oficializou pré-candidatura à presidência.

De acordo com informações oficiais, Eunício fará uma viagem previamente marcada ao Japão e Maia visitará o Panamá para participar de um evento. Vale lembrar que essa não é a primeira vez que um presidente do Supremo assume interinamente a presidência da república.

Na última vez, em setembro de 2014, um mês antes da última eleição presidencial, o ministro Ricardo Lewandowski foi presidente do país por 2 dias, quando Dilma e Temer, presidente e vice na época, estavam cumprindo agendas fora do país, respectivamente, nos Estados Unidos e no Uruguai.

Na época, os então presidentes da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se recusaram a assumir o cargo pelo mesmo motivo, pois eram candidatos à reeleição naquele ano.

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