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Ministro do STF nega pedido de adiamento de julgamento do Senador Aécio Neves

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Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da defesa de Andrea Neves para adiar julgamento em que ela e o irmão, Senador Aécio Neves (PSDB-MG), são acusados de corrupção passiva

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de adiamento para o dia 24 de abril do julgamento do inquérito contra o Senador Aécio Neves (PSDB-MG), mantendo o julgamento para a próxima terça-feira, 17.

O senador, juntamente Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor do também senador, Zezé Perrella (PMDB-MG), além da irmã do senador, Andrea Neves, foram denunciados à Procuradoria-Geral da República (PGR), pela prática do crime de corrupção passiva.

De acordo com o STF, o senador, derrotado nas últimas eleições presidenciais, em 2014, responde ainda pela tentativa de atrapalhar a investigação de infração penal que envolva organização criminosa.

A defesa de Andrea Neves requereu que o julgamento fosse adiado para o dia 24 de abril, alegando que seu advogado precisará comparecerá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para defender pedido de Habeas Corpus de outro cliente, ficando assim impossibilitado de comparecer ao STF.

Entretanto, o pedido de adiamento, segundo o relator, ministro Marco Aurélio Mello, não foi considerado como tendo uma justificativa relevante, e por isso, manteve a data da próxima terça para o julgamento dos 4 denunciados.

“Consoante consignado nas informações, além do advogado que firmou o requerimento, há mais 8 habilitados no processo revelador do Habeas Corpus em curso perante o STJ”, alegou o ministro ao negar o pedido da defesa.

Marco Aurélio Mello destacou ainda que, no inquérito em trâmite no STF, constam credenciados, além do advogado requerente, outros 11 representantes da irmã do senador mineiro.

“Nada impede que os julgamentos agendados para a data sejam ordenados, no próprio dia, de modo a possibilitar ao profissional, ante a proximidade dos Tribunais, a realização de sustentação oral em ambos”, concluiu o relator.


 

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