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Prefeitura de Macaé prevê geração de 2 mil postos de trabalho na cidade em 6 meses com início da construção do Tepor

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Tão aguardado por parte da população e alvo de diversas polêmicas nos últimos anos, o novo Terminal Portuário de Macaé (Tepor) finalmente deve começar a gerar empregos no município ainda neste 1º semestre.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 16, pela Prefeitura de Macaé, que apresentou uma previsão de que, com o início da 1ª fase de construção do novo porto, sejam gerados 2 mil postos de trabalho na cidade até o mês de junho, com a expectativa desse número crescer para 17 mil empregos em 3 anos.

De acordo com a prefeitura, o assunto foi tema de um encontro entre o secretário adjunto de Trabalho e Renda, Igor Romão, e o consultor do Tepor, José Eduardo Carramenha, realizado nesta quinta-feira.

Segundo o município, as primeiras vagas serão para as áreas de construção civil e industrial, entre elas, ajudante, pedreiro, encarregado de obras, carpinteiro, montador de andaime, técnico de edificações, técnico de segurança de trabalho, inspetor de solda, soldador, eletricista, técnico de automação e outras.

“As obras irão começar ainda no 1º semestre. A 1ª fase tem previsão de 3 anos, com investimento de 12 bilhões de dólares, incrementando 1 bilhão de dólares no PIB (Produto Interno Bruto) do município, além de 120 milhões de reais por ano no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de Macaé. Além disso, a expectativa é chegar a 17 mil vagas no total das obras”, disse Igor Romão.

O secretário adjunto de Trabalho e Renda acrescentou ainda que o projeto do Tepor é formado por 7 blocos, entre eles, gás, óleo, marítimo de petróleo, transportuária e 3 áreas de resíduos, e o mercado será acrescido ainda pelas instalações de 14 termelétricas, sendo 8 com licenças ambientais já liberadas e uma já em construção na Rodovia do Petróleo (RJ-168).

“O gás produzido irá atender 14 termelétricas, gerando energia equivalente a uma [Usina de] Itaipu. Já o excedente, será alocado para indústria petroquímica, a ser criada no Parque Industrial. O coração do Tepor vai ser a planta de gás”, explicou o secretário adjunto.

A prefeitura acredita que, após as obras, grande parte da mão de obra será absorvida pelas empresas, que oferecerão, ainda, treinamento internacional, fomentando o desenvolvimento econômico da cidade e da região.

“Por isso, a importância desses trabalhadores estarem se qualificando. O poder público estará promovendo diversas parcerias para contribuir com essa qualificação. Outra língua como o inglês, por exemplo, será fundamental”, entende o secretário adjunto.

O governo municipal tem a expectativa de que a operação do Tepor aumente a participação de Macaé no arranjo nacional de petróleo e gás, evitando que essa demanda se direcione para outros municípios ou regiões do país, além de fomentar a diversificação de investimentos, atraindo indústrias de transformação para a retroárea terciária do Tepor, iniciativa ligada ao Projeto Avança Macaé, lançado pelo prefeito Dr. Aluizio (PSDB) com o objetivo de garantir a injeção de novos recursos e investimentos nas atividades do município.

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