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Prefeitura de Macaé confirma acordo com Instituto Butantan, de São Paulo, para fornecimento de vacina contra coronavírus em 2021

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A Prefeitura de Macaé confirmou a parceria firmada neste fim de semana com o Instituto Butantan, de São Paulo, para a aquisição de 500 mil doses de uma vacina contra o coronavírus desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac Biontech.

Batizada Coronavac, a vacina começaria a chegar no 1º lote em janeiro 2021, seguindo um protocolo de vacinação que prevê a imunização inicial para grupos prioritários como profissionais de saúde, idosos, e pessoas com doenças crônicas.

Em sua conta o Twitter, o prefeito de Macaé, Dr. Aluízio (sem partido), revelou o acordo com o instituto paulista na última sexta-feira, 11, quando publicou o termo de convênio que explica como as vacinas seriam adquiridas.

“Assinado o 1º termo convênio com o Butantan. Sem especulações, sem retórica. A partir de janeiro de 2021 a vacina será realidade em Macaé. Dá uma olhada. Em janeiro, 50 mil doses. Demais doses em meses subsequentes”, publicou Dr. Aluízio.

Desenvolvida pelo Instituto Butantan em associação com a empresa chinesa, a vacina começou a ser produzida esta semana, em São Paulo, mas segue esperando autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A rixa entre o Governo de São Paulo e o governo federal se acirrou mais uma vez nesta segunda-feira, 14, quando o vice-presidente da república, Hamilton Mourão (PRTB), voltou a criticar a Coronavac, dizendo que a vacina não tinha sido comprada por país nenhum.

“Quem comprou a Coronavac? Nenhum país comprou. Estão comprando outras, Pfizer e outras. Então vamos aguardar. Também estou angustiado, quero ser vacinado, mas vamos aguardar”, afirmou Mourão, em entrevista na manhã desta segunda, em Brasília.

O vice-presidente, porém, errou na afirmação, já que, além do Brasil, Indonésia e Turquia começaram a receber as primeiras doses da vacina neste mês e planejam iniciar a vacinação entre dezembro e janeiro de 2021.

Apesar disso, a Coronavac não consta no Plano Nacional de Imunização, enviado pelo Ministério da Saúde ao Supremo Tribunal Federal (STF) no último sábado, 12, acirrando ainda mais a disputa entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador de São Paulo, João Dória (PSDB).

Enquanto o governo paulista tenta pressionar o governo federal para a aprovação da vacina chinesa, a Prefeitura de Macaé lembra o 1º contato com o Instituto Butantan, em outubro, para que pudesse realizar a aquisição das vacinas.

O último contato foi realizado nesta quinta-feira, 10, com resposta positiva do Instituto Butantan para viabilizar a contratualização com o município e o fornecimento das doses, sendo a imunização por meio de vacina, a forma mais efetiva de combater o coronavírus, como o próprio Dr. Aluízio publicou em seu Twitter.

“Independente das múltiplas opiniões, a vacina anti-Covid (da sigla, em inglês, para Coronavirus Disease) é uma realidade mundial e muito em breve será mais uma vacina no calendário nacional. Fato concreto”, escreveu o prefeito de Macaé, sem entrar na rixa entre governo paulista e o governo federal, que vem sendo chamada de “guerra da vacina” por alguns veículos da imprensa.

O acordo entre a Prefeitura de Macaé e o Instituto Butantan se deu após a assinatura do presidente diretor da Fundação Butantan, Dr. Rui Curi, em memorando de entendimento nesta sexta-feira, 11, confirmando o compromisso para fornecimento da vacina contra o coronavírus.

Representando o município de Macaé, além do prefeito Dr. Aluízio, a secretária de Saúde, Deusilane Galiza, também assina o documento que deixa acordada toda a logística de fornecimento das doses da vacina.

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