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Prefeitura de Campos dos Goytacazes gasta mais de 65% do orçamento com folha de pessoal

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Perto de arrecadar 1 bilhão de reais, município já teria gasto 650 milhões de reais com pagamento de pessoal

 

Tunan Teixeira

 

Vivendo uma situação caótica na administração da cidade, a Prefeitura de Campos dos Goytacazes pode atrasar o 13º salário dos servidores municipais este ano. A informação foi dada em reportagem da revista Viu! na internet.

De acordo com a matéria, o Prefeito Rafael Diniz (PPS) estaria gastando 65% de seu orçamento com o pagamento dos servidores concursados, comissionados, além, de secretários e vereadores, que também recebem pelo orçamento municipal.

O governo campista estaria próximo de atingir a marca de 1 bilhão de reais de arrecadação nos próximos dias, mas já teria gasto 650 milhões de reais com a folha de pessoal, porcentagem que preocupa, já que supera e muito o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estipula limite máximo de 60% de gasto, comando todos os poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário.

A crise financeira de Campos vem se agravando ao longo do ano, e se intensificou no último mês, com a greve dos funcionários da prestadora de serviços responsável pela limpeza urbana, que provocou uma enorme sujeira nas ruas da cidade.

O motivo da greve seria o atraso de salários, que, de segundo a empresa, seria em decorrência de atrasos da prefeitura no pagamento do contrato com a prestadora.

Além da crise financeira, a prefeitura também recebe críticas pelo sacrifício de programas sociais, como o fechamento do Restaurante Popular, e o fim da passagem a 1 real no transporte público municipal.

Em meio a todos os problemas, a prefeitura ainda não pagou metade do 13º salário, pagamento esse que, em Campos, normalmente acontece em junho. De acordo com a matéria da Viu! Online, a prefeitura não conseguirá honrar o pagamento do abono natalino.

Conforme o economista e professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Alcimar Chagas, a situação no município é drástica, e de acordo com dados do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), o município contabilizou um déficit de 3,22% das receitas orçamentárias realizadas no semestre.

As despesas com pessoal e encargos representariam 61% das receitas correntes realizadas, percentual superior a determinação da LRF, enquanto o restante do custeio chegou a 42% das receitas correntes.

Se gasta muito com a folha, faltam investimentos. No primeiro semestre, a prefeitura investiu apenas 575,2 mil reais, o que equivale a míseros 0,07% de todas as receitas correntes realizadas no mesmo período.

Foto: Reprodução

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