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Prefeito de Macaé deve ir à Câmara na próxima semana esclarecer dúvidas sobre vacinação contra o coronavírus no município

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Líder do governo na Câmara Municipal de Macaé, o vereador Guto Garcia (PDT) anunciou que o prefeito Welberth Rezende (CIDADANIA) planeja comparecer à Casa na próxima semana para dar explicações sobre as dúvidas sobre o processo de vacinação no município.

“Ontem mesmo eu falei com o prefeito Welberth sobre a vontade dos vereadores da Câmara Municipal em trazer a secretária de Saúde (Liciane Furtado) aqui, e Welberth falou que ele gostaria; ele infelizmente ainda não veio essa semana porque ele ainda está com problema da trombose, mas ele gostaria, na semana que vem, de vir aqui explicar todas as ações, tanto em relação às ações sociais quanto com relação à toda a Saúde, tudo que está acontecendo em relação a esses fatos aí, ele gostaria, ele mesmo, de explicar cada caso aqui. Então, eu acho que a gente pode esperar a vinda do prefeito Welberth aqui e depois os vereadores analisarem a vinda da secretária ou não”, contou Guto Garcia.

Durante o Grande Expediente da sessão ordinária realizada na manhã desta terça-feira, 6, a vereadora Iza Vicente (REDE) divulgou dados recebidos oficialmente pela Unimed a respeito de funcionários da empresa privada de saúde que não estão ligados à área da Saúde receberam doses das vacinas contra o coronavírus.

“Mas eu recebi a lista, que o vereador Reginaldo [do Hospital, PODE] encaminhou para o meu gabinete, que é a resposta do ofício da Secretaria de Saúde e da Unimed, que eu também fui junto com o vereador entregar o ofício, e nessa lista tem gerente de infraestrutura, tem pintor, tem técnico de tecnologia da informação (TI), e os nossos guardas [municipais] não foram vacinados, que estão na linha de frente, porque estar na barreira [sanitária] é estar sim na linha frente. E esse documento está aqui, acessível, quem quiser pegar, está disponível”, revelou a vereadora.

Em resposta às informações divulgadas pela colega de plenária, o líder do governo na Câmara reafirmou que os critérios de vacinação são definidos pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, e que os municípios não podem alterar essas diretrizes.

Segundo Guto Garcia, a empresa é responsável por fornecer à Secretaria de Saúde a listagem dos profissionais que estão atuando na chamada linha de frente do combate à pandemia, e ressaltou que em caso de erros, a própria empresa terá que responder judicialmente sobre isso.

“A Secretaria de Saúde pede um documento à Unimed. ‘Eu quero saber quem são os profissionais que estão no combate do coronavírus’. A Unimed dá um documento assinado. Como que a Secretaria de Saúde vai saber se aquela pessoa é ou não, se a Unimed falou que aquela pessoa é do combate ao coronavírus? Essa lista aí, realmente eu não sei. A Comissão de Saúde tem que analisar nome por nome, para verificar. Mas, por exemplo, técnico de TI, como a vereadora Iza colocou, técnico de TI entra na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) o tempo para verificar os equipamentos ali. Entrou na UTI de coronavírus, não pode pegar [o vírus]? Lógico que pode. A manutenção. Quem faz manutenção de infra, não vai entrar nos quartos para fazer manutenção? Vai entrar também. A Unimed tem que responder porque aquelas pessoas foram vacinadas, porque ela mandou vacinar”, defendeu o vereador do PDT.

O líder do governo criticou ainda a definição do PNI, que deixou de fora do 1º grupo prioritário profissionais como dentistas, que trabalham em contato direto com a boca dos pacientes, e assistentes administrativos da Saúde, que atuam na recepção e no atendimento diretor das pessoas na chegada dos hospitais.

Presidente da Comissão de Saúde da Casa, o vereador Reginaldo do Hospital acrescentou às informações divulgadas no ofício da Unimed que a lista contava ainda com 5 seguranças, questionando o porque a Secretaria de Saúde não poderia incluir na listagem de servidores que atuam na linha frente os guardas municipais.

Guto Garcia afirmou que concorda com a inclusão dos guardas municipais que atuam na linha de frente do combate à pandemia, mas ressaltou que o município não pode alterar o que consta no PNI, do governo federal, sob risco de responder judicialmente.

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