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Prefeito de Macaé avalia resultado das medidas de prevenção ao contágio do coronavírus durante último fim de semana

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O prefeito de Macaé, Welberth Rezende (CIDADANIA), analisou, nesta segunda-feira, 5, como positivos os dados divulgados pelo governo sobre a situação da pandemia na cidade nos últimos 4 dias, entre 1 e 4 de abril, quando o município tomou medidas mais rígidas de enfrentamento ao contágio do coronavírus.

“Nós somos pautados pela ciência, e por isso criamos o Comitê Científico que tem grande experiência no enfrentamento à doença. Os números mostram uma tendência de queda, o que nos permitirá pensar em flexibilização, que será gradual, de acordo com a dinâmica da doença no município”, avaliou o prefeito.
De acordo com os dados do Centro de Triagem do Paciente com Coronavírus (CTC) nos primeiros 4 dias deste mês, foi registrada queda de 43% no número de pacientes atendidos com sintomas de infecção pelo vírus, que caíram de 378 no dia 1 para 213 no dia 4.

“Os dados do CTC mostram que o número de novos casos da Covid-19 (sigla, em inglês, para Coronavirus Disease 2019) está diminuindo. E isso representa o resultado dos nossos esforços em reduzir o contágio através das restrições. Teremos hoje (segunda) e amanhã (terça) 2 dias importantes para saber o real cenário da doença. De acordo com esses novos resultados, na quarta-feira (7) vamos reavaliar as medidas de restrição e traçar um plano de flexibilização do comércio, com avaliação técnica”, afirmou Welberth Rezende.

O prefeito também citou relatório produzido pelo Grupo Multidisciplinar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que aponta a taxa de reprodução do vírus em 5 cidades fluminenses, com base nos dados coletados entre os dias 21 e 27 de março, apontando que Macaé teria um índice menor de contágio em comparação ao Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias e Nova Iguaçu.

“A nossa perspectiva é positiva, tanto pelos números identificados por nós no CTC, quanto pelos dados do relatório da UFRJ, que indicam que estamos no caminho certo. Porém, o cenário ainda é de muitos óbitos e de alta na taxa de ocupação de leitos. Por isso, não medidos esforços em atuar na causa, adotando medidas de restrição, agindo também na consequência, que é reforçar a assistência aos pacientes graves da Covid-19”, apontou Welberth Rezende.

Até este domingo, 4, Macaé registrava 23.761 casos confirmados de contágio e 386 casos fatais provocados pelo coronavírus, que representavam um aumento de mais de mil casos confirmados e quase 40 mortes em 10 dias, desde o último dia 25 de março, o que justificam as medidas mais restritivas adotadas para frear o contágio do vírus.
Nesta segunda-feira, Welberth Rezende reiterou a decisão do governo municipal em prorrogar restrições às atividades comerciais não essenciais e a redução de circulação da população ao restringir o acesso à cidade.

“Saímos de um super feriado instituído pelo Governo do Estado, e cumprimos a manifestação do Ministério Público [do Estado do Rio, MPRJ] que recomendou medidas de restrições e isolamento. Decidimos prorrogar essas intervenções para assegurar o alcance, de forma mais rápida, de indicadores que nos permitam retornar a um cenário seguro para definir flexibilizações”, explicou o prefeito.

Sobre o impacto das restrições no funcionamento do comércio da cidade, Welberth Rezende se disse solidário aos problemas dos comerciantes, mas ressaltou que, nesse momento, é preciso esse esforço da sociedade em favor da vida.
“Sou muito solidário ao comércio, setor que tem nos ajudado bastante a segurar esse momento difícil da cidade. Vivemos hoje medidas que nenhum prefeito gostaria de adotar. Eu quero ver Macaé prosperar, mas estamos em um momento que precisamos preservar a vida. Só vamos conseguir resolver a questão econômica com o equilíbrio da Saúde”, disse o prefeito.
Nesta segunda-feira, a Câmara Municipal aprovou os 2 pedidos de regime de urgência para os projetos de lei do Executivo que tratam da criação de 2 auxílios emergenciais municipais, 1 para a população em situação de vulnerabilidade social, e 1 para os funcionários do comércio, que sofrem com a paralisação das atividades.
“Estamos buscando projetos para amenizar a dor e a fome das pessoas. Já enviamos à Câmara alguns projetos de lei que visam organizar os benefícios que visam assegurar a segurança alimentar de 15.312 famílias que estão em situação de vulnerabilidade social. Vamos ajudar também os trabalhadores informais cadastrados na prefeitura que irão receber duas parcelas de 500 reais”, pontuou Welberth Rezende.

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