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Prefeito de Macaé atende solicitação de vereador e pede ao Ministério da Saúde inclusão dos professores em grupo prioritário de vacinação contra Covid-19

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Atendendo a um requerimento do vereador Thales Coutinho (PODE), o prefeito de Macaé, Welberth Rezende (CIDADANIA), anunciou na manhã desta quarta-feira, 10, que enviou ofício ao Ministério da Saúde solicitando a inclusão dos profissionais da Educação no 1º grupo prioritário de vacinação contra o coronavírus.

O anúncio foi feito em sua conta no Twitter, onde Welberth Rezende postou duas fotos do encontro com o vereador, filho de seu secretário da Casa Civil e ex-presidente da Câmara de Macaé, Dr. Eduardo Cardoso (PODE), além do ofício na íntegra.

O debate sobre a inclusão dos profissionais da Educação, originalmente no 3º e penúltimo grupo prioritário de vacinação se intensificou no início deste mês, com o retorno das sessões da Câmara, quando o próprio prefeito revelou que a solicitação vem sendo uma reinvindicação de sindicatos durante os debates sobre o retorno das aulas presenciais na rede pública municipal de ensino.

Em outra sessão da Casa, Thales Coutinho chegou a sugerir a medida em um debate com representantes da Secretaria de Saúde que apresentaram dados e defenderam com veemência o retorno imediato das atividades escolares presenciais, mesmo sem a vacinação dos profissionais da Educação.

No documento enviado ao ministro Eduardo Pazuello, o prefeito Welberth Rezende argumenta que a paralisação das aulas presenciais, que segue no município desde o último dia 16 de março de 2020, vem causando prejuízos aos alunos, principalmente aos de faixa etária mais baixa, que sofrem com diversos problemas, como foi apontado nos dados apresentados pelos representantes da Saúde em sessão da Câmara na semana passada.

“É de se notar que tal suspensão [das aulas presenciais] vem acarretando, principalmente sobre os alunos, irreparáveis prejuízos de ordem intelectual, nutricional, psicológico, prejudicando, ainda, o desenvolvimento da formação do aluno enquanto cidadão de direito e dever, além de retardar o seu amadurecimento no que diz respeito ao convívio social e relacionamento interpessoal, o que se agrava ainda mais para os nossos alunos portadores de condições especiais”, avalia o prefeito.

O requerimento apresentado pelo vereador ao Executivo foi feito na última quinta-feira, 4, um dia depois da sugestão em sessão da Câmara que chegou a ser ironizada pelos representantes da Saúde, que a entenderam como uma forma de burlar as diretrizes do Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, algo que o parlamentares tratou de rechaçar em seguida, ainda na sessão.

“Eu fiquei extremamente incomodado porque a minha explanação foi no sentido de uma coisa formal. Não tem nada de jeitinho. Se é possível que o prefeito inclua os profissionais da Educação, faxineiros, porteiros, motoristas do transporte escolar, dentro dessa escala do Ministério [da Saúde]. Se é possível esse diálogo para colocar as pessoas. Não pedi jeitinho de nada. Não é do meu feitio isso”, rebateu Thales Coutinho, na ocasião, chamando de agressiva a insinuação dos representantes da Saúde.

No ofício encaminhando ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o prefeito Welberth Rezende reforçou também os danos na vida dos alunos, que devido ao enorme tempo de paralisação das aulas presenciais, estão enfrentando diversos problemas emocionais e psicológicos, além dos decorrentes ao atraso pedagógico.

“Outro ponto de notável relevância são as dificuldades alimentares enfrentadas no dia a dia pelos nossos estudantes, assim como a defasagem pedagógica em razão da suspensão das atividades escolares [presenciais], sem falar no considerável aumento da violência doméstica, depressão e acometimentos psiquiátricos”, alega o prefeito.

Ainda segundo o documento, atualmente a rede pública municipal de Educação de Macaé possui 41 mil alunos matriculados e 7 profissionais da Educação diretamente envolvidos na vida escolar, como professores, auxiliares de classe, porteiros, merendeiros, auxiliares de serviços gerais, entre outras funções, que estariam desprotegidos quanto ao contágio do coronavírus em caso de retorno presencial das aulas sem as vacinas.

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