Mídias Sociais

Política

Preço da gasolina nas refinarias da Petrobras sofre nova alta e aumento bate recordes

Publicado

em

 

Mesmo com tamanha proximidade com a Petrobras, que, entre outras instalações na cidade, possui o gigantesco Terminal de Cabiúnas (foto), Macaé tem preços de combustíveis nos postos muito mais altos que a média nacional divulgada esta semana pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis

A Petrobras anunciou novo aumento no preço da gasolina em suas refinarias nesta quarta-feira, 12, quando os preços praticados pela empresa passam de R$ 2,2069 para R$ 2,2294, atingindo a maior marca desde a implantação da nova metodologia, em que a estatal promove um reajuste diário nos preços dos combustíveis.

De acordo com o jornal Valor Econômico, desde a nova política de preços da Petrobras, adotada em 3 de julho de 2017, a gasolina já apresentou um aumento de 69,62%, tendo uma valorização de 69,46%.

Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior periodicidade, inclusive diariamente, refletindo, sobretudo, o preço internacional e o câmbio, pois, segundo a empresa, isso ajuda a conferir maior competitividade externa nos preços dos combustíveis.

O diesel, que no fim de agosto, teve alta média de 13,03% nos preços praticados nas refinarias do país, após 3 meses de valores congelados, depois que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou os novos preços de comercialização do diesel dentro da política de subvenção ao combustível.

Segundo a Petrobras, o preço do diesel será mantido até 29 de setembro. Em maio deste ano, o aumento do preço do diesel provocou uma das maiores greves da história do país ao paralisar quase toda a frota de caminhões do país, gerando enorme prejuízo e uma falta de abastecimento em quase todas as áreas da economia.

Antes do anúncio da estatal sobre o aumento do diesel, o preço do produto permanecia estável em R$ 2,0316 por litro desde 1 de junho, quando a estatal reduziu em R$ 0,07 o valor em suas refinarias.

O compromisso foi originado justamente da greve dos caminhoneiros, no fim de maio, atendendo a uma das principais reivindicações da categoria, que era redução no preço do combustível.

Preços nos postos – Apesar da alta não ter ligação direta com o preço praticado nas bombas dos postos de combustível em todo país, pois a legislação brasileira confere autonomia aos donos dos estabelecimentos para repassar ou não os reajustes da Petrobras, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 10, pela ANP, o preço cobrado dos consumidores sofreu alta nacional.

O preço do diesel terminou a semana passada com aumento de 3,4%, chegando a R$ 3,489, acima do observado no levantamento anterior, que era de R$ 3,373. Já o preço da gasolina teve alta de 1,8% e subiu de R$ 4,446 para R$ 4,525 no mesmo período.

Outro que sofreu alta foi o preço médio do etanol, que aumentou 2,4%, subindo de R$ 2,626 para R$ 2,690. Todavia, o valor representa uma média calculada pela ANP e, portanto, pode variar de acordo com a região.

De acordo com o site precosdoscombustiveis.com.br, que mede, com base nos dados da própria ANP, os preços praticados em todo país, o custo dos combustíveis é mais alto ainda em Macaé, considerada Capital Nacional do Petróleo.

Na cidade que abriga a maior base da Petrobras fora da capital fluminense, o preço da gasolina varia de R$ 4,950 até R$ 5,299, ficando até R$ 0,7 mais alto que a médica nacional divulgada pela ANP.

O mesmo acontece com o preço do diesel, que varia de R$ 3,359 até R$ 3,799, e com o preço do etanol, que varia entre R$ 3,290 e R$ 3,951, também muito acima da média calculada pela Agência reguladora do petróleo nacional.


 

Mais lidas do mês