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Possibilidade de mudança de comando no DER é ventilada depois de desgaste entre governo e Alerj

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O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) que, desde janeiro, contava com uma gestão ligada ao deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ) e estava subordinado ao vice-governador do Rio, Cláudio Castro (PSC), está praticamente de volta às mãos do MDB.

De olho na pré-campanha, os prefeitos fluminenses têm ido, em romaria, pedir pavimentação ao DER, e como não conseguem tudo o que querem, “vão chorar” na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), conforme publicou a jornalista Berenice Seara em sua coluna no site do jornal Extra, da capital do Estado.

Ainda de acordo com a colunista, esses prefeitos têm encontrado apoio do deputado estadual Max Lemos (MDB), que vai direcionando o partido de volta ao DER, com a expectativa de que o controle da chamada “máquina de asfalto” possa fazer a sigla ressurgir no cenário político estadual.

Em nota publicada na coluna Extra, Extra, a jornalista ressalta que o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC) sabe que vai precisar da Alerj para governar, contando com o próprio MDB, que já teria, inclusive, um nome para a presidência do DER, o de Angelo Monteiro Pinto, que comandou o órgão na gestão do ex-governador Pezão (MDB), atualmente preso por corrupção.

Curiosamente, o assunto vem à tona no momento em que o secretário estadual de Turismo, Otávio Leite (PSDB, à esquerda na foto), se reunirá, no próximo dia 8 de maio, com a Comissão de Turismo da Alerj para dar explicações sobre a “multiplicação dos pardais” nas rodovias estaduais às vésperas do Carnaval, o que teria causado desgaste entre os deputados estaduais.

De acordo com o jornalista Daniel Galvão, a instalação de 100 radares nas rodovias estaduais que ligam a capital aos principais destinos turísticos do interior, as praias da Região dos Lagos e do Norte Fluminense, será tema de reunião entre o secretário e a Comissão de Turismo da Alerj, presidida pelo ex-vereador de Macaé e agora deputado estadual, Welberth Rezende (PPS).

O objetivo da Comissão deve ser cobrar o governo para saber o porquê da medida e em que ela foi baseada, já que até mesmo na Via Lagos, onde os acidentes seriam baixos, os radares também se multiplicaram antes do Carnaval.

Entretanto, a intenção do MDB pode esbarrar nos esquemas de corrupção nos quais caciques do partido, entre eles os ex-governadores Sérgio Cabral (MDB) e Pezão, e os ex-deputados estaduais, Jorge Picciani (MDB), Edson Albertassi (MDB) e Paulo Melo (MDB), todos presos, seguem sendo investigados, bem como outras pessoas ligadas à sigla.

É o caso de Angelo Monteiro Pinto, que é alvo de ação civil pública que tramita em Niterói, acusado de superfaturamento e fraude em licitação. Em 2014, Angelo Pinto sucedeu Henrique Ribeiro, que ocupou o cargo por mais de 15 anos, e também chegou a ser preso, em 2017, pela Operação Lava-Jato, acusado de recolher propinas de empreiteiras e repassá-las ao esquema do ex-governador Sérgio Cabral.


 

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