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Petrobras comemora lucro líquido de 40,1 bilhões de reais em 2019 e destaca privatizações e vendas de ativos

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Nesta quarta-feira, 19, a Petrobras divulgou seu balando anual de 2019 com lucro líquido de 40,137 bilhões de reais, o que, segundo a empresa, apresenta um crescimento de 55,7% na comparação com o ano de 2018.

Ainda de acordo com a estatal, o ano passado teria sido o com maior lucro nominal, ou seja, sem considerar a inflação, na história da companhia. A empresa também revelou que um dos fatores que a ajudou a registrar o lucro recorde foi os desinvestimentos, ou seja, as privatizações ou venda de ativos.

Em 2019, no 2º ano da nova gestão do governo federal, liderado pela equipe econômica do ministro Paulo Guedes, a Petrobras se desfez de uma série de ativos, somando privatizações e vendas, ou o que o governo chama de desinvestimentos, num total de 16,3 bilhões de dólares.

Dentre as privatizações, a companhia destacou a venda do controle da BR Distribuidora e a venda da TAG Investimentos em sua totalidade. No ano passado, o lucro da estatal antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA ajustado) chegou a 129,249 bilhões de reais, o que representaria um aumento de 12,5% em relação a 2018.

Os dados divulgados pela Petrobras, entretanto, apontam que as receitas líquidas somaram 302,245 bilhões de reais em 2019, representando uma queda de 2,6% em relação ao observado em 2018, que chegou a R$ 310,255 bilhões de reais.

Para justificar a redução de receitas, a companhia culpou a queda do preço do petróleo do tipo Brent, a redução na receita de derivados do petróleo, já que estes foram vendidos com preços menores, e a diminuição nas receitas das unidades que a estatal tem no exterior.

Em nota ao portal G1, a Petrobras disse que, depois de anos de estagnação, a produção de petróleo e gás da estatal superou a marca de 3 milhões de barris de óleo por dia (boed), e revelou que o custo médio de extração na base caixa atingiu US$ 6,50 por barril no 4º trimestre de 2019, caindo em US$ 3,00 em relação ao início de 2018.

Ainda de acordo com a nota, as operações no pré-sal, com custo da ordem de US$ 3,00 por barril, ainda teriam contribuído para a queda do custo médio total, o que também explicaria, segundo a empresa, a queda de receitas em 2019, quando a dívida bruta foi de 87,121 bilhões de dólares, apresentando um crescimento de 3,27% na comparação com 2018.

Também em nota do G1, a Petrobras informou que o seu valor de mercado cresceu 25%, passando de 80,9 bilhões de dólares no final de 2018 para 101,1 bilhões de dólares em dezembro de 2019.

Entre abril de 2019 e fevereiro de 2020 foram realizadas duas ofertas públicas secundárias de distribuição de ações ordinárias da Petrobras de propriedade de bancos públicos, totalizando quase 30 bilhões de reais.

O destaque teria sido a oferta de ações detidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que teriam movimentado 22 milhões de reais. No 4º trimestre de 2019, o lucro líquido da empresa somou 8,153 bilhões de reais, uma apresentando uma queda de 10,2% em relação ao trimestre anterior, mas crescimento de 287% em relação ao 4º trimestre de 2018.

Outro dado que apresentou crescimento nos números divulgados pela Petrobras foram os de EBITDA ajustado da companhia, que cresceu 25,2% no 4º trimestre, chegando R$ 36,5 bilhões de reais na comparação anual.

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