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Petrobras anuncia alta recorde no preço da gasolina praticado nas refinarias da empresa

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Apesar alta recorde nas refinarias desde que a Petrobras anunciou esta nova política de preços de reajustes diários, preço da gasolina nas bombas dos postos de combustível deve permanecer sem aumento

O preço da gasolina nas refinarias da Petrobras acordou nesta quinta-feira, 30, com sua maior alta desde que a empresa lançou sua atual política de preços de reajustes diários, em julho de 2017, com a justificativa de melhorar a capacidade da estatal concorrer com o mercado externo.

A alta de 1,4%, que elevou o preço da gasolina nas refinarias para R$ 2,1375 por litro, é o maior da era de reajustes diários, o que deixa o produto com uma valorização de mais de 7% somando todos os reajustes desse mês de agosto.

Segundo cálculo da agência internacional de notícia Reuters, com base em números divulgados pela própria estatal, o ganho é superior a 50% desde o início da sistemática de oscilações diárias, há pouco mais de um ano.

A disparada no valor da gasolina ocorre em meio à firmeza das referências internacionais do petróleo e à apreciação do dólar ante o real, fatores estes utilizados pela petroleira em sua política de formação de preços de combustíveis.

A alta também se dá diante da parada de produção na Replan, principal refinaria da Petrobras, em Paulínia, no interior de São Paulo que sofreu uma explosão no último dia 20 de agosto e ainda não retomou as atividades.

Em campanhas recentes, a companhia vinha destacando que o preço do combustível fóssil praticado por ela representava cerca de um terço (1/3) do valor final nas bombas dos postos, sobre o qual incidem tributos e é formado conforme estratégia de distribuidores e revendedores.

De acordo com a lei brasileira, os postos de combustíveis têm autonomia para elaborar seus próprios preços, independente do preço praticado nas refinarias, e, por isso, muitas quedas de preço não chegam ao bolso do consumidor. Todavia, se a alta continuar, os preços praticados nas bombas dos postos tende a subir novamente.

A política de reajustes da Petrobras esteve no cerne da greve de caminhoneiros, iniciada em maior deste ano, uma vez que o diesel, combustível mais consumido do país, atingiu patamares recordes pouco antes das manifestações que paralisaram o país.

Desde junho, o diesel está com seu valor congelado nas refinarias, a R$ 2,0316 por litro, uma vez que a Petrobras participa de um programa de subvenção instituído pelo governo como forma de atender as reivindicações dos caminhoneiros. Os pagamentos dos subsídios ao diesel, contudo, ainda não foram aprovados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a Petrobras.

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