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Pesquisa da ANP comprova que o preço da gasolina nos postos do Estado do Rio é um dos mais altos do país

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Um levantamento realizado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em postos de combustíveis de diversos municípios brasileiros entre os dias 22 e 28 de dezembro de 2019, demonstrou que a região mais importante do interior do Estado do Rio na produção de petróleo paga caro pela gasolina.

Na região, os dados apresentam preços de 56 postos de Araruama, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Macaé e Maricá, com médias de preços da gasolina que variam entre R$ 4,927, em Maricá, e R$ 5,223, em Cabo Frio.

Na cidade que apresentou a média mais baixa da região, o levantamento da ANP teve dados de 10 postos de combustíveis, enquanto na cidade com a média mais alta, a lista contou com 8 postos, sendo 2 deles em Unamar.

Em Maricá, a variação apresentada foi entre R$ 4,699 e R$ 5,199, enquanto que em Cabo Frio, a variação ficou entre R$ 5,093 e R$ 5,349. Cidade com a 2ª menor média de preços da gasolina na região, com R$ 4,930, Campos dos Goytacazes teve 17 postos averiguados e apresentou variação entre R$ 4,790 e R$ 5,099.

Na região, aparecem ainda Macaé, com 10 postos, e Araruama, com 11 postos. Na cidade conhecida como Capital Nacional do Petróleo, a medida dos preços da gasolina ficou em R$ 5,104, com variação entre R$ 4,959 e R$ 5,240, enquanto que, em Araruama, a média foi de 5,015, com mínima de R$ 4,789 e máxima de R$ 5,099.

Um dos mais importantes para a produção e exploração de petróleo em todo o Estado do Rio, o município de Macaé paga caro pela gasolina, mas em média, não mais do que a média das 32 cidades do Estado, cujos preços apresentaram variação entre R$ 4,863, em Nilópolis, e R$ 5,337, em Angra dos Reis.

Os preços médios do Estado do Rio, porém, são muito mais altos do que os praticados, por exemplo, em Campos Grande, no Mato Grosso do Sul (MS), em Blumenau, em Santa Catarina (SC), em Manaus, no Amazonas (AM), em Macapá, no Amapá (AP), em João Pessoa, na Paraíba (PB), em Curitiba, no Paraná (PR), e em Boa Vista, em Roraima (RR), além de diversas cidades do Estado de São Paulo (SP)

Enquanto em Campo Grande e Manaus, que tiveram 43 postos pesquisados, a gasolina é comercializada, respectivamente, em média, ao preço de R$ 4,217 e R$ 3,999; em Blumenau (20 postos), o preço médio ficou em R$ 4,291; em João Pessoa (24 postos), em R$ 4,260; em Macapá (24 postos), em R$ 3,995; em Curitiba (54 postos), em R$ 4,220; e em Boa Vista (13), em R$ 4,295.

Com a média de preços da gasolina mais baixa do Brasil, variando entre R$ 4,165, em Leme (16 postos), e R$ 4,637, em Cubatão (5 postos), o Estado de São Paulo se beneficia de uma das alíquotas do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é de 25%, mais baixa até que a média nacional, que é de 29% do valor aplicado nos preços das bombas de combustível. No Estado do Rio, por exemplo, o imposto estadual é de 34%, o mais caro do país.

Atualmente, os tributos federais correspondem a maior fatia do preço final dos combustíveis no Brasil, sendo 9% no preço final do diesel e 15% no valor da gasolina. No entanto, a maior parcela de tributo é estadual, o ICMS, que corresponde, em média, a 15% do preço final do diesel e 29% da gasolina, segundo dados da ANP e da Petrobras.

Autossuficiente em petróleo desde a descoberta do pré-sal, o Brasil tem, atualmente, o volume total extraído é superior a 3 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), o que, segundo especialistas, seria capaz de atender à demanda nacional, mas que não livrou o país da importação de petróleo e derivados de outros países, valor que tem aumentado nos últimos anos.

Mesmo com a queda na produção da Bacia de Campos, o Estado do Rio ainda é o maior produtor de petróleo do país, sendo responsável por 74% do petróleo nacional, extraído principalmente na Bacia de Santos, que apesar do nome, abrange parte do litoral sul fluminense. Só o Campo de Lula, na Bacia de Santos, por exemplo, responde por 56% da produção do pré-sal no Brasil.

Ao contrário do que ocorre com estados mais distantes, a gasolina que chega aos municípios fluminenses sai de complexos de refino que ficam em Duque de Caxias e Manguinhos, no Estado do Rio, e da cidade de Paulínia, em São Paulo. A partir daí, o produto chega às distribuidoras e, em seguida, aos postos.

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