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PEN e PSDC já aparecem com nomes alterados em site do Tribunal Superior Eleitoral

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Nova logo do partido Patriotas (PATRI), como passou a se chamar o antigo Partido Ecológico Nacional (PEN), estampa painel atrás do ex-presidente municipal do partido em Maringá, no Paraná

Os partidos PEN e PSDC já aparecem com nomes alterados em site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com pedidos de mudança de nome aprovados, os dois partidos passam a se chamar, respectivamente, Patriotas (PATRI) e Democracia Cristã (DC), e se juntam a MDB, AVANTE e PODE, novos nomes de PMDB, PTdoB e PTN.

Apesar das justificativas sobre tantos pedidos de mudança de nomes, que ainda pode aumentar até as eleições de outubro deste ano, a prática tem se configurado pela exclusão, nas siglas, da palavra “partido”, principalmente depois dos incontáveis escândalos de corrupção que envolveram quase todos os partidos brasileiros nos últimos anos.

Por trás da ideia de deixar a palavra “partido” de lado, estaria uma tentativa de se afastar, pelo menos nominalmente, do envolvimento das legendas em investigações, prisões e escândalos de seus filiados, que impregnaram o cenário político nacional.

Em abril de 2017, eram, ao todo, 415 políticos de 26 partidos citados nas 337 petições de pedidos de investigações do ex-procurador-geral da república, Rodrigo Janot, encaminhados ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre eles, ex-presidentes como Lula (PT-SP), Fernando Collor (PTC-AL), Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) e José Sarney (PSDB-MA), e alguns pré-candidatos à presidência da república, como Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O MDB, que recentemente conseguiu junto ao TSE a aprovação para deixar o P (de partido) fora da sigla, e retornar ao antigo nome, era um dos partidos com maior número de políticos citados na chamada “lista de Fachin”, com 77 membros citados em delações premiadas, entre eles Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Sérgio Cabral (RJ), Pezão (RJ) e Paulo Hartung (ES). Dos 77 envolvidos do MDB, 32 são parlamentares federais em mandato. E recentemente, até o presidente Michel Temer (SP) e diversos de seus aliados, também foram citados em delações, aumentando a lista do partido.

Da lista, divulgada há 2 anos, e que já recebeu diversos novos nomes, conforme as investigações avançam em todo o país, apenas 2 partidos apareciam sem envolvimento algum de seus membros nas delações premiadas: PSOL e PTN, que mesmo assim, deixou o P de partido da antiga sigla para a atual PODE, de Podemos.


 

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