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Nova rodada de leilões do pré-sal tem arrecadação de 3,15 bilhões de reais

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Blocos do pré-sal das bacias de Campos e de Santos arrematados na 4ª Rodada de Partilha, todos no litoral fluminense, devem render investimentos para o Estado do Rio nos próximos anos

A 4ª Rodada de Partilha de blocos exploratórios do pré-sal, realizada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 7, se aproximou do valor previsto de 3,2 bilhões e arrecadou 3,15 bilhões de reais com a venda de 3 blocos, todos no litoral fluminense.

Ao contrário do que aconteceu nos leilões do pós-sal, quando a Bacia de Campos foi a grande vencedora, com os blocos mais rentáveis, desta vez foi a Bacia de Santos quem trouxe os maiores valores de bônus de assinatura, somando 2,75 bilhões de reais com a venda de 2 blocos, Uirapuru e Três Marias.

Com 2 blocos a venda, a Bacia de Campos foi responsável pela arrecadação de 400 milhões de reais com a venda do bloco Dois Irmãos, já que o outro bloco na bacia, Itaimbezinho, terminou a rodada sem ofertas.

O bloco mais rentável do leilão, o Uirapuru, vendido por um bônus de assinatura de 2,65 bilhões de reais, acabou arrematado pelo consórcio formado pela norueguesa Statoil, a protuguesa Petrogal e a norte-americana ExxonMobil.

Apesar de ter sido derrotada no leilão, a Petrobras acabou com 30% do bloco, exercendo seu direito de preferência garantido por lei, entrando no consórcio vencedor, assim como fez com o bloco Três Marias, vencido pela Shell e pela Chevron.

No bloco Dois Irmãos, a estatal brasileira liderou o consórcio formado juntamente com a BP Energy e a própria Statoil, parceira da Petrobras na exploração de campos maduros da Bacia de Campos, onde também fica o bloco do pré-sal vendido no leilão desta quinta.

Apesar de estarem localizados na Bacia de Santos, os blocos Uirapuru e Três Marias ficam no litoral sul fluminense, próximos à capital do estado, e aos municípios de Magaratiba, Angra dos Reis e Paraty.

Óleo excedente – Mais cobiçado e o primeiro a ser licitado, o bloco de Uraipuru, foi vencido pelo consórcio que ofereceu 75,49% de óleo-lucro à União, uma oferta bem superior ao mínimo de 22,18%, gerando um ágio de 240,3%, e o investimento previsto pelo consórcio é de 246 milhões de reais.

O bloco Três Marias recebeu duas ofertas, sendo uma do consórcio formado por Petrobras, Total e BP Energy, e a outra do consórcio entre a Chevron e a Shell, que saíram vencedoras da disputa, com uma oferta de 49,95% do óleo excedente, também superior ao mínimo de 8,32%.

Prazos – Segundo a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o prazo para os vencedores da rodada pagarem à União o valor do bônus de assinatura termina em 28 de setembro, conforme cronograma da ANP, enquanto a assinatura dos contratos de partilha de produção está prevista para ocorrer até o dia 30 de novembro.

O valor do bônus é calculado com base na expectativa do mercado quanto ao potencial produtivo dos blocos disputados e ao grau de competição pela área na rodada de licitação. No total, o governo federal estima arrecadar, este ano, 22,7 bilhões de reais em receitas provenientes de concessões e permissões. Somando os resultados das rodadas de leilões do pós e do pré-sal neste ano, o valor já chegou a 11,15 bilhões de reais. Mais duas rodadas estão agendas para o segundo semestre deste ano, que deve ter ainda o acréscimo de uma rodada de licitações de campos terrestres maduros.

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