Mídias Sociais

Política

MP-RJ ajuiza ação civil pública contra Sergio Cabral e o ex-procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes.

Avatar

Publicado

em

 

Preso desde o fim de 2017, ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (MDB), é alvo de nova ação de improbidade administrativa por envolvimento em esquema de corrupção que mantinha procurador de Justiça sob pagamento de propina

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra o ex-procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) e outros 2 colaboradores do governo.

De acordo com a ação, ajuizada por meio do substituto legal do procurador-geral de Justiça e do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC) e que pede o ressarcimento coletivo por danos morais no valor de 10 milhões de reais, Lopes recebeu, durante sua campanha à Procuradoria-Geral e no período em que exerceu o cargo, valores indevidos por parte do Governo do Estado para controlar ou minimizar as ações do MP-RJ, como a de outubro de 2018, quando denunciou Lopes, Cabral e os mesmos colaboradores por formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa e quebra de sigilo funcional.

A nova ação se baseia em depoimento prestado por um dos colaboradores denunciados por participar do esquema criminoso, Carlos Miranda, ao Ministério Público Federal (MPF) e encaminhado, por iniciativa do Supremo Tribunal Federal (STF), à Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (PGJ-RJ).

De acordo com Miranda, um dos operadores financeiros da organização criminosa do ex-governador, Lopes, valendo-se do seu cargo, solicitou 300 mil de reais do grupo criminoso antes de sua eleição, e outros 150 mil reais mensais de março de 2009 a dezembro de 2012, enquanto ocupou a função.

Conforme as investigações do MP-RJ, os valores foram pagos para que ele protegesse as atividades ilícitas da organização, seja omitindo-se no exercício de suas atribuições, seja informando aos demais comparsas sobre ações ministeriais de que tivesse ciência, além de retardar a evolução de procedimentos ou investigações que estivessem sob sua atribuição ou que ele pudesse influenciar.

Em seus pedidos, o MP-RJ requer o afastamento de Lopes de suas funções junto ao próprio MP-RJ, com proibição do acesso ao órgão até a divulgação da sentença, para garantir que ele não use seu prestígio para influir na instrução da ação, além da indisponibilidade de seus bens até o total de 38,8 milhões de reais, além de pedir outras penas a Cabral e seus colaboradores.

Mais lidas da semana