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Na última sessão antes das eleições, Câmara de Macaé tem dia de discursos de campanha

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Em sua última sessão ordinária antes das eleições municipais que acontecem no próximo domingo, dia 2 de outubro, a Câmara Municipal teve uma manhã de “propaganda eleitoral” nesta quarta-feira, 28.

Recheada de discursos inflamados e debates mais eleitorais que políticos, a sessão contou com a presença de poucos vereadores, que aproveitaram proposições simples, como as do vereador Luciano Diniz (PMDB), para que a CEDAE faça a ligação da água no Loteamento Itaparica e numa rua da Nova Esperança, para discutir sobre o abastecimento de água do município, e até sobre o transporte público.

Entre questionamentos de contratos na área da saúde e solicitações de linhas de ônibus, os vereadores, principalmente de oposição, usaram a sessão como palanque às vésperas da eleição para criticar o atual governo.

“No dia 15 de setembro, o Prefeito Aluízio disse que quando não se oferece infraestrutura, se aniquila a cidade. Pois foi exatamente isso que ele fez”, exagerou o vereador Maxwell Vaz (SD), provavelmente esquecendo que foi durante a gestão do atual prefeito que a cidade mais teve avanços em infraestrutura, saltando de 2% de esgoto tratado em 203 anos de história, para 40%, em 3 anos e meio.

Mas foi no Grande Expediente onde a sessão se transformou em “horário eleitoral gratuito”, quando os vereadores Chico Machado (PDT), Igor Sardinha (PRB), Maxwell Vaz, Marcel Silvano (PT) e Júlio César de Barros, o Julinho do Aeroporto (PMDB) aproveitaram o espaço de 10 minutos para fazer discursos de campanha.

Inflamados, os dois primeiros, candidatos a prefeito, usaram um tom de despedida que foi ironizado pelo líder do governo.

“Tivemos os discursos de dois candidatos a prefeito aqui. Eles estão convictos de que vão vencer, e têm que estar mesmo, porque quem entra na disputa sem acreditar que vai vencer, já entra derrotado. Mas eu acredito na vitória de Dr. Aluízio, porque ele tem crescido muito nas comunidades. Eu tenho acesso facilitado nas comunidades, então podemos perceber isso tranquilamente”, declarou Julinho do Aeroporto.

O vereador, que também é vice-presidente da Câmara, aproveitou também para criticar o que ele chama de “agenciador de campanha”, pois, segundo ele, esses “agenciadores” estariam recebendo vantagens para tentar influenciar moradores de comunidades carentes da cidade.

“É preciso que a população pense sobre qual o tipo de representante que vocês querem. Porque 4 anos é muito tempo e depois não adianta vir às redes sociais dizer que ‘este ou aquele vereador não me representa’. Porque representa sim. Quer queira, quer não. Todos terão uma parcela de responsabilidade nas escolha dos 17 vereadores que assumirão essas cadeiras no próximo mandato”, alertou Julinho.

Tunan Teixeira

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