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MPF apresenta denúncia ao TRF2 sobre nomeações indevidas e pagamento de propinas na Alerj

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Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) continua no centro das recentes acusações de esquemas de corrupção

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia que comprova nomeações indevidas e propinas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que causou a prisão de 10 deputados estaduais, entre outros.

A partir de apurações da Operação Furna da Onça, o MPF denunciou à Justiça, além dos 10 deputados, o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) e outras 18 pessoas, entre ex-secretários estaduais, atuais, ex-assessores na Alerj e gestores da cúpula do Departamento Estadual de Trânsito do Rio (Detran-RJ).

Na denúncia protocolada nesta sexta, 14, no Tribunal Regional Federal na 2ª Região (TRF2), as 29 pessoas são acusadas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em esquemas envolvendo nomeações viciadas e pagamentos de propinas a deputados em troca de apoio aos governos Cabral, entre 2007 e 2014, e Pezão (MDB), de 2014 a 2018.

Além de Cabral, lideraram essa organização pluripartidária os ex-presidentes da Alerj Jorge Picciani (MDB) e Paulo Melo (MDB), da qual fazia parte os deputados Edson Albertassi (MDB), André Correa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (SD), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (AVANTE), e Marcus Vinicius Neskau (PTB).

A operação investigou esquemas de propinas mensais, prêmios pagos a deputados aliados e oferecimento de postos de trabalho em órgãos estaduais detectados pelo MPF, pela Polícia Federal (PF), pela Receita Federal (RF), e pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Entre os assessores acusados de participar do esquema, está o vereador do Rio, Daniel Martins (PDT), operador e enteado do deputado Luiz Martins, todos denunciados ao TRF2, que julgará se acolhe a denúncia, dando início ao processo penal.


 

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