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Lista de servidores e ex-servidores de 21 deputados estaduais do Rio que teriam movimentado mais de 200 milhões de reais coloca mais políticos sob suspeita

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Candidato do governador Wilson Witzel (PSC) à presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), deputado Márcio Pacheco (PSC) aparece ligado a 9 assessores que teriam movimentado 25 milhões de reais em 1 ano

Candidato do futuro governador Wilson Witzel (PSC) à presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), o deputado Márcio Pacheco (PSC) corre contra o tempo para esclarecer a movimentação suspeita de 25 milhões de reais que seus assessores teriam realizado em apenas um ano.

O valor aparece em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ligado à Receita Federal (RF), que diz lista 75 servidores e ex-servidores de deputados estaduais do Rio, entre eles um ex-assessor do futuro senador Flávio Bolsonaro (PSL), que recebia mesmo em períodos em que estava fora do país.

Segundo a jornalista Berenice Seara publicou em sua coluna Extra, Extra, Márcio Pacheco está correndo atrás de reunir documentos para provar que 7 dos 9 funcionários apontados na lista já não trabalhavam com ele em 2016, quando as movimentações foram feitas.

Único deputado do partido do governador na Alerj depois da prisão Chiquinho da Mangueira (PSC), Pacheco terá pouco mais de 1 mês para convencer seus pares, a maioria, da “nova política”, de que é honesto o suficiente para merecer o voto à presidência do Legislativo estadual.

A situação do deputado se agravou depois que o jornal Folha de São Paulo publicou, nesta quinta-feira, 12, uma reportagem sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que citaria o nome de Pacheco na relação de deputados integrantes do esquema de Jorge Luis de Oliveira Fernandes, conhecido como “Rei das Devoluções”, e que foi alvo da operação Furna da Onça, acusado de controlar o dinheiro que fantasmas devolviam aos bolsos dos responsáveis por suas contratações, ou seja, aos parlamentares.

O PSL, dono da maior bancada eleita para a próxima legislatura na Alerj, está com Pacheco, mas espera explicações, além de ter que lidar com a presença na mesma lista de um ex-assessor do filho do presidente eleito, que, por sinal, é o maior nome do PSL no Estado do Rio.

O partido dos Bolsonaro tenta impedir a eleição do atual presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), que assumiu o posto depois da prisão do ex-presidente, Jorge Picciani (MDB), no fim de 2017, mas Ceciliano também não deve ter vida fácil na disputa, já que seu nome também aparece na lista da Coaf.

De acordo com reportagem do Jornal Nacional (JN), o ex-assessor de Flávio Bolsonaro foi nomeado na Alerj durante 1 ano e 4 meses, mas teria ficado em Portugal, segundo dados da própria Casa e da companhia aérea TAP, por 248 dias, que equivalem a quase 9 meses.

No total, o relatório do Coaf aponta que as movimentações teriam chegado a 207 milhões de reais, feitas por pessoas que trabalharam em pelo menos 21 gabinetes de deputados estaduais do Rio.

São 14 partidos citados no relatório, AVANTE, DEM, MDB, PDT, PHS, PRB, PSB, PSC, PSD, PSDB, PSL, PSOL, PT e SD. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), nem todos os nomes citados no relatório do Coaf foram incluídos nas apurações e que nem todas as movimentações suspeitas são necessariamente ilegais.

À reportagem do JN, Flávio Bolsonaro declarou que seu ex-assessor não morou em Portugal enquanto esteve lotado em seu gabinete, mas que como a família dele se mudou para lá, ele fazia visitas esporádicas à esposa e às duas filhas. E Ceciliano ressaltou que ter o nome no relatório não significa que tenham cometido algum crime.

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