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Ministério da Saúde recebe 3,3 milhões de novas doses de vacina contra o coronavírus nesta segunda-feira, 15

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O Instituto Butantan, de São Paulo, entregou nesta segunda-feira, 15, ao Ministério da Saúde, mais 3,3 milhões de doses da vacina contra o coronavírus, chegando a um total de 20,6 milhões de doses do imunizante CoronaVac, desenvolvido em parceria com laboratório chinês Sinovac.

A informação foi divulgada na manhã desta segunda pela Agência Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), órgão oficial do governo federal, que revelou também novos dados sobre o cronograma do Instituto Butantan para a entrega das vacinas.

A expectativa é de que, na próxima quarta-feira, 17, deve ser enviada mais uma remessa com 2 milhões de vacinas, chegando ao fim deste mês de março com um total de 22,6 milhões de doses da CoronaVac.

Caso o Instituto Butantan consiga cumprir este cronograma, até o fim de abril, a previsão é que tenham sido entregues 46 milhões de doses, conforme o contrato com o governo federal, o suficiente para imunizar apenas 23 milhões de pessoas, já que a CoronaVac é uma vacina que necessita de duas doses para completar a imunização.

De acordo com reportagem da Veja no último dia 9 de março, a população chamada de “vacinável” pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, seria de 162 milhões de brasileiros, já que as vacinas contra o coronavírus não são indicadas para menores de 18 anos, gestantes e lactantes, por falta de resultados conclusivos sobre os efeitos nessas pessoas.

Porém, apesar de o ministro ter garantido, no último dia 11 de março que toda a população “vacinável” seria vacinada até o fim deste ano, seguindo os números atuais, apenas 230 milhões de doses teriam sido entregues em todo o país, o suficiente para imunizar apenas 115 milhões de brasileiros.

Em meio às muitas críticas que a política de vacinação do governo federal vêm sofrendo nos últimos dias, principalmente após o Brasil ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o epicentro global da pandemia do coronavírus, com mais de 43 mil casos confirmados e mais de 1,2 mil mortes nas últimas 24 horas, o Instituto Butantan acredita na aceleração da produção da vacina depois que o quadro de funcionários responsáveis pelo envase do produto foi dobrado.

Em nota enviada à imprensa na última sexta-feira, 12, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), que organiza um consórcio nacional para a compra de vacinas diretamente de fornecedores e produtores fora do país, criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por suas declarações mais recentes minimizando as medidas de segurança sanitária adotadas por prefeitos e governadores.

“Suas falas evidenciam a ineficaz coordenação nacional no enfrentamento à pandemia e ratificam a desconexão com a realidade, falta de compromisso com a Constituição Federal e com a vida. Situações que colocam o Brasil como foco de atenção e apreensão internacional”, ressaltou a FNP.

Na nota, a entidade recomenda ainda aos prefeitos e governadores que adotem medidas rígidas de restrição da circulação e de isolamento social, de uso obrigatório de máscara, e que avaliem a decretação de lockdown para tentar frear o aumento de casos do coronavírus no país.

“[A FNP] Reafirma, também, que é necessário respeitar a heterogeneidade, tanto dos municípios brasileiros quanto do avanço da pandemia em cada território, mas reforça que o momento exige posições firmes para proteger a vida. Embora sejam notáveis os esforços de prefeitas e prefeitos pela imunização em massa, o que há no Brasil, junto com os números assombrosos, infelizmente, é a escassez de vacina, cuja responsabilidade de aquisição é do governo federal. Então, nesse momento em que velocidade de propagação do vírus é maior do que a capacidade de acolher pacientes, a comunidade científica reforça as medidas que impõem o isolamento social e os governantes locais precisam estar atentos a isso”, conclui a FNP na nota.

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