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Mês de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher tem evento de conscientização em Macaé

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Abordando a importância da sanção da Lei Maria da Penha como instrumento no combate à violência contra a mulher, a Prefeitura de Macaé promoveu um evento pela campanha Agosto Lilás, considerada o maior evento de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher realizada no Brasil.

Atualmente, segundo dados divulgados pela prefeitura, o Brasil ocuparia o 5º lugar no mundo no ranking de violência doméstica no Brasil, país onde a cada 2 minutos, uma mulher recebe, da Justiça, uma medida protetiva para impedir que ela seja alvo da violência doméstica.

O evento, que aconteceu na unidade do Centro Municipal de Atendimento Especializado ao Escolar (Cemeaes), no centro da cidade, nesta quarta-feira, 21, contou com uma programação ministrada pela psicóloga do espaço, Rose Motta.

De acordo com o governo municipal, a roda de conversa foi aprovada pelos participantes, entre eles familiares dos 800 atendidos do Cemeaes-Centro e pelos profissionais da prefeitura que atuam nessa área.

Apesar da maioria da população ainda pensar na violência contra a mulher pelo aspecto físico e sexual, a palestra lembrou aos participantes que há outros tipos de violência, como psicológica, patrimonial e moral, e que também causam diversos danos às vítimas.

“Macaé conta com  o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) e tem uma rede de multiplicadores, incluindo profissionais da 123ª Delegacia de Polícia de Macaé (123ª DP), do 32º Batalhão de Polícia Militar (32ª BPM), da Defensoria Pública, do Juizado Criminal, do Ministério Público (MP-RJ), da Secretaria de Saúde, e do Hospital Público Municipal (HPM). O município conta ainda com a patrulha Maria da Penha, com atendimento 24 horas no telefone 0800 282 2108. Além do atendimento individual para mulher que necessita de ajuda, a patrulha também atua com  fiscalização  de medidas protetivas,  com possível  efetuação de prisão em caso de desacato à medida judicial”, detalha a prefeitura.

De acordo com o Secretário de Educação e vereador licenciado, Guto Garcia (MDB), a rede pública municipal de ensino também investe em encontros voltados a esse tema, já que, segundo especialistas, esses encontros com crianças e jovens são apontados como a melhor forma de conscientização.

“A  Lei 11.340 de 2006 (Lei Maria da Penha) deve ser abordada junto à rede municipal em palestras, encontros e oficinas. Medidas protetivas e o enfrentamento de situações que envolvem a violência contra mulher são questões que devem ser abordadas junto à comunidade escolar”, comentou Guto.

Comentando a iniciativa, a responsável pelo Cemeaes-Centro, Angélica Gonçalves, concordou que o debate sobre o tema se faz necessário junto às famílias, mas também para a conscientização das próprias mulheres sobre a tema.

“No mês de julho, a roda de conversa foi sobre o tema família. A programação será mensal, mas nesse mês vimos a necessidade de promover um encontro voltado para a conscientização das mulheres”, avaliou Angélica.

Contando com um espaço que funciona com uma rede proteção e atendimento à mulher, sempre preservando o sigilo da atendida, o Ceam atende de segunda à sexta-feira  na Rua São João, 33, no Centro, ao lado da 123ª DP.

Segundo a prefeitura, o trabalho do Ceam, liderado pela advogada Jane Roriz, é feito por uma equipe multidisciplinar formada por assistente social, psicólogos e advogados, que realizam acolhimento específico e direcionado conforme a demanda.

Dependendo do caso, existem encaminhamentos para unidades de saúde, a 123ª DP, Polícia, o Juizado Criminal, o MP-RJ e a Defensoria Pública. Para entrar em contato com o Ceam, a população pode ligar para o telefone (22) 2796-1328, ou enviar mensagens via WhatsApp para (22) 99707-2085.

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