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Matéria do jornal Valor Econômico confirma expectativas do movimento "bacia de Campos é preciso investir"

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Lançado pelo Prefeito Dr. Aluizio, movimento que pede investimentos por parte da Petrobras continua repercutindo no Brasil

 

Foto: Rich Press

 

 

Tunan Teixeira

 

Há pouco mais de um mês, quando o Prefeito Dr. Aluízio (PMDB) retornava de um seminário sobre a indústria do petróleo, realizado em Brasília, o Diário da Costa do Sol obteve informações de uma fonte da prefeitura macaense que relatava muita animação por parte do prefeito, graças a uma conversa com um empresário do setor que se mostrara muito animado com a possibilidade de investimentos imediatos feito por empresas do setor privado na Bacia de Campos.

E nesta terça-feira, 27, as informações exclusivas do Diário foram confirmadas pelo Presidente da Schlumberger no Brasil, Alejandro Duran, em entrevista ao jornal Valor Econômico, especializado em economia brasileira e internacional.

Na reportagem, Duran relata o baixo investimento feito no pós-sal pela Petrobras e o interesse do setor privado em retomar tais investimentos de forma imediata, o que, segundo a fonte da prefeitura, geraria milhares de empregos direta e indiretamente.

“O pré-sal, sozinho, não vai resolver o problema da capacidade ociosa da indústria. A retomada passa necessariamente pela revitalização da Bacia de Campos. Há, num horizonte de curto prazo, campos existentes que, com um pouco de investimento, começariam a criar oportunidades e recriar empregos”, declarou Duran ao Valor Econômico.

Na época, a fonte ligada ao governo municipal relatou que as empresas privadas, dentre elas a Shell, já estariam interessadas em investir na Bacia de Campos, mas faltaria uma liberação da Petrobras, que, segundo a publicação do Valor Econômico, já estaria buscando parcerias para voltar a investir no pós-sal, embora o jornal destaque que nenhuma parceria tenha avançado até o momento, com exceção de um memorando da Statoil.

A matéria ressalta ainda que a única previsão de investimento para revitalização da bacia previsto no plano de negócios da estatal seria o de Marlim, onde serão instaladas duas novas plataformas até 2021.

O Valor Econômico alerta que mesmo com as rodadas de 2017 marcando o retorno das áreas ultraprofundas da Bacia de Campos aos leilões da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), elas só devem representar aumento de serviços ao final de uma década.

Na visão dos fornecedores, porém, a entrada de novos operadores, ou sócios, nos campos maduros da Petrobras, poderia representar uma retomada imediata para a indústria local, reaquecendo a economia não apenas de Macaé, mas também de toda a região.

Atualmente, devido à crise internacional do petróleo, que fez despencar o preço do barril e consequentemente a arrecadação provenientes de royalties dos municípios e estados produtores, a indústria local opere com capacidade ociosa, devido à retração nos investimentos em exploração.

Todavia, alguns fornecedores internacionais têm monitorado o mercado, de olho nas novas rodadas. A informação é do diretor do Parque Industrial Bellavista, em Macaé, Leonardo Dias, que coordena uma espécie de condomínio industrial que abriga grandes empresas do setor.

Ele conta que mesmo com a crise, o número de consultas de empresas estrangeiras aumentou quando o governo federal lançou o calendário de leilões de 2017 a 2019.

“Acredito que quando o nó político do país for desatado, os investimentos retomem”, acrescentou Leonardo Dias.

Além das estrangeiras Schlumberger e Baker Hughes, já instaladas no parque, há também espaço para as chamadas emergentes nacionais, como é o caso da Petrustech, que fornece produtos e serviços para plataformas.

A matéria do Valor Econômico conta que, mesmo num momento de baixa demanda no mercado, a companhia aumentou em 57% o seu faturamento no Brasil, no ano passado, para 135 milhões de reais, e tem como meta atingir os 200 milhões de reais em 2018, o que representaria uma prova de que as empresas privadas de fato possuem capital e interesse em promover investimentos no setor de forma mais pungente do que vem fazendo a Petrobras.

Presidente da Petrustech, Daniel Schmidt, contou ao jornal especializado em economia que a estratégia tem sido ampliar a certeira de serviços e produtos e diversificar sua base de clientes, e que, em 6 anos de vida, a companhia fechou 947 contratos, sendo apenas quatro deles com a Petrobras.

“Uma nova geração de empresas está surgindo. A tendência hoje no mercado é de mais contratos (de menor valor), com mais empresas menores”, disse Daniel Schmidt ao Valor Econômico.

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