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Mais 3 cidades da região assinam adesão ao consórcio da FNP para comprar vacinas contra o coronavírus

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Mais 3 cidades da região do entorno da Bacia de Campos aderiram ao consórcio da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) para a compra de vacinas contra o coronavírus, que totalizavam 649 municípios de todo o país.

Em lista divulgada pela FNP nesta quarta-feira, 3, o município de Rio das Ostras teve sua adesão confirmada, além de outras 5 cidades do Estado do Rio, que agora soma 20 municípios que assinaram a intenção de participar do consórcio.

Também nesta terça-feira, mais 2 prefeitos confirmaram a adesão ao consórcio, a prefeita de Quissamã, Fátima Pacheco (DEM), e o prefeito de Casimiro de Abreu, Ramon Gidalte (CDADANIA), que devem ter suas cidades aparecendo na próxima atualização da lista.

Em entrevista ao portal Folha1, de Campos dos Goytacazes, a prefeita de Quissamã explicou que a iniciativa debatida inicialmente de comprar as vacinas através do Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf), do qual Fátima é presidente, não seguirá adiante, o que deve fazer com que os municípios da região passem a aderir ao consórcio da FNP.

“A Frente Nacional [dos Prefeitos] terá mais condições de trabalhar essa compra com os laboratórios internacionais, reduzir o preço pela quantidade, abrir um canal de interlocução maior do que os movimentos regionais. Queremos a vacina o quanto antes. Estou muito preocupada, principalmente, com os últimos dados de ontem. Aqui em Quissamã, dos 20 leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), estamos com 8 ocupados, no entanto, não significa tranquilidade”, avaliou Fátima Pacheco ao portal campista.

Outro a anunciar a adesão nesta terça-feira foi o município de Casimiro de Abreu, que reforçou as informações dadas pela própria FNP de que o consórcio não é para comprar imediatamente as doses, mas sim para ter segurança jurídica caso o Plano Nacional de Imunização (PNI) não consiga suprir toda a população.

A compra das vacinas foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para estados e municípios desde que as medidas do PNI, do Ministério da Saúde, não atendam às necessidades dos entes federativos, ou que o número de doses sejam insuficientes para vacinar toda a população.

Para o secretário de Planejamento de Casimiro de Abreu, Tiago Camargo Lima, a adesão ao consórcio da FNP ajude os municípios a comprar as vacinas em negociações diretas com os produtores e fornecedores fora do país, já que todas as doses produzidas em território nacional são encampadas pelo governo federal.

“Nossa expectativa é que a união dos municípios facilite a compra de mais vacinas e insumos. Juntos, nosso poder de negociação e barganha é muito maior”, acredita Tiago Camargo Lima.

Nesta terça-feira, o prefeito de Macaé, Welberth Rezende (CIDADANIA), um dos primeiros da região do entorno da Bacia de Campos, juntamente com o prefeito de Arraial do Cabo, Marcelo Magno (SOLIDARIEDADE), voltou a falar da lentidão da distribuição das vacinas pelo governo federal.

“Não podemos depender apenas das vacinas do governo federal que estão, por sua vez, em um ritmo lento. Estamos buscando essa e outras alternativas ”, justificou Welberth Rezende.

De acordo com a FNP, as prefeituras podem assinar o termo de intenção do consórcio até esta sexta-feira, 5, e a previsão é de que o consórcio seja efetivamente instalado até o próximo dia 22 de março, com a elaboração de um projeto de lei para ser enviado às câmaras municipais autorizando a compra das vacinas.

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