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Macaé zera internações por coronavírus e segue como referência na recuperação de pacientes infectados

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A Prefeitura de Macaé divulgou nesta quinta-feira, 17, que o Hospital Público Municipal (HPM) zerou a ocupação de pacientes em leitos de enfermaria e do Centro de Terapia Intensivo (CTI) destinados à assistência de pacientes com coronavírus.

Segundo a prefeitura, a taxa 0 de internações marca a fase atual da pandemia na cidade, que registra queda no registro de novos casos e mantém o menor índice de letalidade provocado pela doença em todo o Estado, conforme dados do Covidímetro da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

De acordo com a equipe que atua na ala de coronavírus do HPM, o último paciente internado na enfermaria, admitido no hospital há 19 dias, foi transferido às 16h20 desta quinta-feira já com teste negativo para a doença, e a última internação registrada no hospital contava do dia 11 de março.

“Essa é uma vitória de todos os profissionais da Saúde que seguem na linha de frente nesta pandemia. Passamos por momentos difíceis e conseguimos avançar também graças à vacinação. Estamos caminhando para uma nova fase. No entanto, o alerta permanece constante. Todos nós precisamos nos cuidar”, comemorou o prefeito Welberth Rezende (CIDADANIA).

Ainda segundo a prefeitura, a taxa 0 de ocupações de leitos de coronavírus ajuda a justificar a decisão do prefeito de flexibilizar o uso de máscaras em ambientes abertos medida decretada no início da última semana.

O trabalho realizado pelo município no combate à pandemia segue sendo uma referência para a região, como São Pedro da Aldeia, que teve uma representante da Câmara Municipal e uma da prefeitura visitando o Centro de Acolhimento e Reabilitação Pós-Covid (Carp) de Macaé.

A unidade macaense recebeu a vereadora aldeense, Mislene de André (SOLIDARIEDADE), e a coordenadora do Centro de Reabilitação de São Pedro, Fernanda Suzarte, que foram foi conhecer o projeto de Macaé, considerada uma referência na região no trato com o paciente que teve coronavírus.

Coordenador do Carp, Nichollas Augusto Ribeiro, mostrou todo o funcionamento do projeto e lembrou que o início da unidade se deu com a Lei 4.741, de 2021, de autoria do vereador Tico Jardim (PODE), aprovada pela Câmara de Macaé, e sancionada pelo prefeito.

“A lei envolve equipe multidisciplinar composta por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, e acrescentamos psicólogos e assistentes sociais, estes últimos ficam em uma sala reservada para conversar com o paciente”, explicou Nichollas Augusto Ribeiro.

O coordenador do Carp revelou ainda que a unidade realiza também uma entrevista/triagem com os pacientes antes de prestar o acolhimento, contando com serviços de serviço social, nutrição, psicologia, fonoaudiologia, e fisioterapia, entre outros.

“Cada profissional do Carp analisa, de acordo com sua área, o que o paciente precisa para fazer encaminhamento para especialidades médicas, se necessário”, contou Nichollas Augusto Ribeiro.

Professor e coordenador de pesquisa, desenvolvimento e pós-graduação do Centro Multidisciplinar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em Macaé, Moisés Marinho explica que a parceria entre UFRJ e o Carp promove o desenvolvimento de pesquisas científicas em áreas definidas como biologia molecular.

“A parceria envolve a participação de pesquisadores dentro do contexto do pós-Covid, captando dados que viram informações disponíveis ao poder público para a tomada de decisões. Trabalhamos a produção de conhecimento a partir do que está acontecendo no local, fornecendo uma contextualização de produção científica ao projeto”, definiu Moisés Marinho.

Inaugurado em novembro de 2020, o Carp funciona no Centro de Reabilitação Dona Sid Carvalho, que pertence ao complexo do Centro de Especialidades Médicas Dona Alba, no centro da cidade, com atendimento às segundas e quartas-feiras, das 8h às 17h.

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