Mídias Sociais

Política

Macaé e Campos fecham 1º trimestre de 2021 entre a 4 cidades do Estado que mais recuperaram vagas de empregos

Avatar

Publicado

em

 

A Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) divulgou, na manhã desta segunda-feira, 3 de maio, novos dados do 1º trimestre da indústria da sua plataforma Retratos Regionais, com indicativos positivos das principais cidades do Norte Fluminense.

De acordo com a análise da Firjan, mesmo com as medidas de restrição implementadas em março desse ano, para conter os avanços da pandemia do coronavírus no Estado, a indústria das cidades de Macaé e Campos dos Goytacazes fechou o 1º trimestre em destaque no Estado.

Na plataforma, Macaé e Campos aparecem, respectivamente, como a 3ª e a 4ª cidades com maior saldo de contratações no período, com 1.768 e 1.390 vagas de emprego recuperadas, entre os 92 municípios fluminenses.

Como já vinha indicando nos últimos meses, em ambas as cidades, o grande setor de Indústria e Construção foi a maior contratante nos primeiros 3 meses do ano de 2021, apesar dos problemas na compra de insumos no setor da Construção Civil, apontados pela Firjan recentemente.

“A indústria da região vem dando provas seguidas de diversificação e resiliência. Trabalhamos para nos consolidarmos [como] a capital da energia, e não apenas do petróleo, mas sem abrir mão de outros setores que levam emprego e renda para os moradores da região”, destacou o presidente da Firjan Norte Fluminense (na foto), Francisco Roberto de Siqueira.

Segundo os dados da plataforma Retratos Regionais, neste 1º trimestre de 2021, o setor de Indústria e Construção de Macaé e Campos tiveram o melhor saldo positivo entre admissões e demissões, respectivamente, com 1.640 e 511 oportunidades criadas em 3 meses.

A análise aponta que a montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas foi a principal atividade contratante em Macaé, gerando 1.370 vagas, enquanto, em Campos, o destaque foi o de supermercados e hipermercados, com 350 vagas criadas.

“A tendência de alta se manteve em março, quando as medidas de restrição impostas pelo combate ao coronavírus foram reiniciadas. Neste mês, o Norte Fluminense (saldo positivo de 1.118 vagas) foi a região líder em contratações no setor industrial, superando o Sul Fluminense (867) e até mesmo a capital (504). Em março, Macaé foi a 3ª maior contratante do Estado (777), enquanto Campos ficou em 5º (496). Em Macaé, novamente a Indústria teve o melhor saldo (1.017). Já em Campos, a Indústria ficou em 2º (126), enquanto Serviços (164) ficou em 1º, tendo como principal atividade contratante os serviços de catering, bufê e outros de comida preparada”, detalhou a Firjan nesta segunda-feira.

Para o gerente de estudos econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, a expectativa é de que, nos dados referentes ao mês de abril, que se encerrou no último fim de semana, devido às novas restrições do “super feriado” criado pelo governo estadual, possa haver uma redução nessa recuperação de empregos no Estado.

“É provável que em abril, quando houve um período maior de restrições, haja uma redução na velocidade de recuperação. Mas a gente entende que essa velocidade é mais constante, uma vez que boa parte das interrupções já não acontecem mais. Então a tendência hoje é que tenhamos uma normalização nas contratações nos próximos meses”, acredita Jonathas Goulart.

Ainda de acordo com os dados, em todo o Estado, o mês de março de 2021 marcou a geração de 3.033 novos postos de trabalho na Indústria, tornando-se o 2º maior setor contratante neste que marcou o 3º mês consecutivo de mais admissões do que demissões.

Segundo a Firjan, a tendência de alta se repetiu em todos os demais grandes setores, como Serviços (mais 7.595 vagas geradas), Comércio (2.270) e Agropecuária (199), num total de 13.097 novos postos de trabalhos formais em todo o Estado do Rio nos primeiros 3 meses do ano.

“No saldo geral de vagas abertas, 74 dos 92 municípios fluminenses apresentaram geração líquida de emprego formal em março de 2021, frente a apenas 31 cidades que estavam contratando 1 ano antes, quando eclodiu a pandemia no país. Por outro lado, após 6 meses consecutivos de recuperação, o segmento de Restaurantes e Outros Estabelecimentos de Serviços de Alimentação e Bebidas voltou a demitir em março (perdendo 1.117 vagas), diante de novas restrições impostas para frear o contágio do coronavírus no Estado. No período de 12 meses desde abril do ano passado a março deste ano, os setores de Serviços (57.217 vagas perdidas) e Indústria e Construção (5.791 vagas perdidas) ainda acumulam perdas. Já o Comércio (2.075 vagas recuperadas) e a Agropecuária (29 vagas recuperadas) apresentaram resultados positivos nessa comparação, indicando que as contratações superaram os desligamentos no acumulado do período de abril de 2020 a março de 2021”, acrescentou a Firjan.

A plataforma Retratos Regionais tem como base o saldo de empregos formais disponibilizados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério da Economia, com 2 painéis, um setorial, com dados específicos dos setores industriais, e um regional, que também permite a busca por município, e apresenta o cenário geral de empregos, incluindo todos os grandes setores.

Mais lidas da semana