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Lula continua disparado na liderança em pesquisa de intenções de voto para presidente

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Com quase 40% das intenções de votos, mais que o dobro do segundo colocado, ex-presidente Lula continua primeira opção dos brasileiros para a presidência da república em outubro deste ano

Ainda preso em Curitiba, o ex-presidente Lula (PT), candidato a presidência novamente nas eleições gerais deste ano, segue disparado na liderança segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha na última quarta-feira, 22.

O resultado da primeira pesquisa Datafolha após o registro das candidaturas à presidência da república no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mantém os resultados de pesquisas anteriores, aonde o ex-presidente continua muito à frente dos demais.

A pesquisa, na qual foram ouvidos 8.433 eleitores em 313 municípios, de 20 e 21 de agosto, foi encomendada pelo jornal Folha de São Paulo e pela TV Globo, e tem uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa, Lula aparece com 39% das intenções de voto, mais que o dobro do segundo colocado, Jair Bolsonaro (PSL), que soma apenas 19%. Em terceiro lugar, vem Marina Silva (REDE), com 8%, seguida de Geraldo Alckmin (PSDB), com 6%, Ciro Gomes (PDT), com 5%, Alvaro Dias (Podemos), com 3% e João Amoêdo (Novo), com 2%.

Os candidatos Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Boulos (PSOL), Cabo Daciolo (PATRI) e Vera (PSTU) aparecem com 1% das intenções de voto, enquanto João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) ficaram com 0%.

Os entrevistados que declararam que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos nomes foram 11% e outros 3% disseram não saber em quem votar. A situação do ex-presidente segue indefinida, mesmo após decisão da Organização das Nações Unidas (ONU).

Na última sexta-feira, 17, o Comitê de Direitos Humanos da ONU proferiu decisão que permitiria a Lula o direito de concorrer nas eleições deste ano, com “acesso adequado à imprensa e aos membros do seu partido”, mas o governo brasileiro se nega a cumprir a decisão.

Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), órgão oficial da União, o Ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta terça-feira, 21, tripudiou da decisão, alegando que ela não tem “efetividade jurídica”.

“Primeiro, não é uma manifestação da ONU, é um subcomitê do comitê. Segundo, não tem nenhuma vinculação. Terceiro, é como uma manifestação do IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), não tem efetividade jurídica alguma”, avaliou o ministro ao chegar para a sessão da Primeira Turma, na última terça.

Enquanto aguarda avaliação do registro de candidatura junto ao TSE, Lula segue como uma presença incerta nas eleições gerais, cujo primeiro turno está marcado para acontecer no dia 7 de outubro.


 

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