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Líder da bancada governista na Câmara de Macaé manda recado sobre suposto desgaste com o governo

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Em sessão ordinária na manhã desta terça-feira, 11, na Câmara Municipal de Macaé, o vice-presidente da Casa, Julinho do Aeroporto (MDB), voltou a disparar contra seus colegas de plenária, ao relembrar sua candidatura a deputado estadual nas últimas eleições gerais, em 2018.

Terminando apenas com a 7ª suplência do MDB, com 10.623 votos, Julinho comentou sobre a decisão de diversos parlamentares da Casa de apoiar seu então colega de mesa diretora e de bancada governista, o agora deputado estadual, Welberth Rezende (PPS), ressaltando um vereador que criticou ações do ex-vereador de Macaé depois que este fora eleito para ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj).

“Fico contente que um colega vereador que apoiou, que votou nele [Welberth], que outro dia estava aqui criticando o trabalho do deputado. Que bom. Que bom”, alfinetou Julinho.

Sem citar nomes, como de praxe, Julinho continuou sua análise durante o Grande Expediente avisando que não se preocupa com uma possível perda da liderança governista na Câmara, em vista de um suposto desgaste com o governo.

“Você tem um bônus, mas tem um ônus também. É preciso sair do muro. É preciso ter posição. É preciso ter lado. Defender o governo, tem momentos bons, tem momentos ruins. É preciso se posicionar. Eu sempre me posicionei. Sempre. Eu nunca fugi de votar nessa ou naquela matéria. E sempre defendi. Sempre tive as minhas convicções da defesa que eu fazia. Hoje eu estou vendo um negócio meio estranho. Uma coisa que, lá para o governo é uma coisa, aqui é outra. E nós vamos ter muito ainda a identificar isso aqui na Casa. Matéria que certamente vai ser de encontro aos servidores e alguns vão embora porque não vão se posicionar. Quando a matéria for boa, beleza. Mas quando for uma matéria, meio assim que vai dar um desgaste, alguns vão meter o pé. Eu nunca corri”, disparou Julinho.

O parlamentar aproveitou ainda para comentar as recentes exonerações de secretário municipais promovidas pelo Prefeito Dr. Aluizio (sem partido), que tirado do cargo pessoas ligadas a grupos de vereadores governistas, substituindo-os por supostos indicados por parlamentares que então se encontravam na oposição.

“Eu tenho as minhas convicções. Nós tivemos um problema que levaram para o governo. Aí o governo exonerou um, exonerou outro. Eu não tenho cargo [na prefeitura]. Eu tenho cargo na Câmara. A gente não perde o que a gente não tem. A gente fica entristecido? Claro que fica, porque são pessoas que estavam trabalhando. E olha só que coisa doida. Eles estão tirando quem trabalhava e colocando pessoas que sequer se apresentaram no setor. Porque quando você tira um cidadão que trabalhava ali, você precisa colocar o outro ali, mas ele precisa esta lá. Não estão fazendo. Estão fazendo apenas a chamada politicagem, mas isso não muda muita coisa”, desfechou o líder da bancada governista na Câmara macaense.

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