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Levantamento da Firjan aponta 22 projetos de energia na Região Norte Fluminense

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A Federação das Indústrias do Estado do Rio do Norte Fluminense (Firjan NF), promoverá, no próximo dia 28 de outubro, um evento online e gratuito para debater iniciativas voltadas para o mercado energético da região que, cada vez mais, começa a diversificar sua produção de energia.

Nesta quinta-feira, 14, a Firjan divulgou um levantamento que aponta 22 novos projetos de energia na região Norte Fluminense, que devem contribuir para o que a federação chamada de “cenário de transição energética” do país nos próximos anos.

Os novos projetos incluem fazendas eólicas offshore, usinas termelétricas (UTEs), 1 terminal de gás natural, uma planta de hidrogênio, e uma usina eólica, que serão construídos nos municípios de São João da Barra e de Macaé.

No Porto do Açu, em São João da Barra, ficarão 1 terminal de gás natural, uma usina de energia solar, uma usina eólica, 3 fazendas eólicas offshore e uma planta de hidrogênio, além de duas UTEs, e, em Macaé, ficarão outras 13 UTEs, sendo que duas dessas já estão em operação e as demais já licenciadas.

Recentemente, o Porto do Açu viu ser inaugurada sua 1ª UTE, enquanto São Francisco de Itabapoana recebeu o Parque Eólico de Gargaú, que se somam a mais de 40 usinas de energia solar localizadas na Baixada Campista, em Campos dos Goytacazes.

“O mercado de petróleo e gás ainda tem muito a ser explorado, mas os novos empreendimentos da região estão pavimentando os caminhos do futuro. Com a nossa capacidade industrial já instalada graças à Bacia de Campos, o Norte Fluminense reúne todas as condições para diversificar sua economia, seguindo as principais tendências do mercado de energia no mundo”, acredita o presidente da Firjan Norte Fluminense (Firjan NF), Francisco Roberto de Siqueira.

De acordo com a Firjan, alguns dos projetos em estágio mais avançado ficam em Macaé, com as UTEs Vale Azul I e II, que envolvem cerca de 3 bilhões de reais em investimentos e já receberam a certidão para instalação, podendo participar dos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Os projetos farão parte do Complexo Logístico e Industrial de Macaé (CLIMA), que já registra a construção da UTE Marlim Azul, e já recebeu os anúncios de construções de mais duas UTEs, Tupi e Jaçã, que já estão licenciadas.

De acordo com reportagem publicada pelo portal Click Petróleo e Gás, em setembro desse ano, o diretor de novas energias da Shell Brasil, Guilherme Perdigão, revelou que as obras na UTE Marlim Azul já estão 70% concluídas, e que a entrada em operação segue como previsto, em janeiro de 2023.

Toda essa vocação energética da região também já atraia os olhares de grandes empresas do setor, como a brasileira Eneva, que se uniu ao Grupo Vale Azul, responsável pelo projeto do novo Terminal Portuário de Macaé (TEPOR), e a multinacional norueguesa Equinor, que pretende concluir até dezembro desse ano, um estudo para instalação de uma usina de geração solar no Porto do Açu.

A Firjan lembra que a empresa da Noruega também iniciou estudos para um projeto de eólica offshore com capacidade total de 4 gigawatts (GW) de potência, com equipamentos na costa dos estados do Rio de Janeiro (RJ) e do Espírito Santo (ES), com cabos conectados até uma subestação em Campos.

“Vemos a necessidade de que todos os atores, das autoridades aos investidores, continuem articulando sobre o caminho a seguir, definindo um modelo operacional que dê mais oportunidades e melhores custos”, apontou Daniel Schumacker, líder de projetos em renováveis da Equinor no Brasil.

Ainda visando o mercado energético, o Porto do Açu também já estuda, em parceria com a mineradora australiana Fortescue Future Industries (FFI), a instalação de uma planta de hidrogênio que terá capacidade de 300 megawatts (MW), com potencial para produzir, por ano, 250 mil toneladas de fertilizantes mais sustentáveis, como a amônia verde.

A Firjan lembra que a região também já vem se destacando na energia solar, com o município de Campos sendo a 2ª cidade do Estado do Rio com maior número de geração distribuída por essa fonte de energia.

Já em São João da Barra, na localidade de Caetá, fica a primeira cooperativa de energia solar do Estado do Rio, a Cooperativa de Energia Solar Fotovoltaica (Cosolar), fundada formalmente neste ano, com 150 placas e que produz energia que abastece residências não só no município, como também em Campos e até em Macaé.

“Já temos inclusive interessados da Região Serrana, e nossa expectativa é dobrar o número de cooperados até o fim do ano, tendo em vista a série de vantagens que uma cooperativa permite. Por exemplo, não precisa mexer no telhado, o que facilita o uso por moradores de edifícios ou de quem paga aluguel. Sem contar os ganhos em escala, pois a instalação fica mais barata”, explica Rodrigo Martins, um dos cooperados-fundadores da Cosolar.

Batizado “Radar Energia NF: o Norte Fluminense como polo gerador de energia no Estado do Rio”, o evento contará com a presença da gerente de petróleo, gás e naval da Firjan e diretora da Organização Nacional das Indústrias de Petróleo (ONIP), Karine Fragoso; do coordenador de relacionamento estratégico de petróleo, gás e naval da Firjan, Fernando Montera; e da especialista da gerência de infraestrutura da Firjan, Tatiana Lauria.

O evento acontece no próximo dia 28 de outubro, das 10h às 12h, de forma totalmente virtual, e para participar, basta apenas fazer se inscrever até 2 dias antes, no próximo dia 26 de outubro, através do endereço eletrônico, bit.ly/radar-energia-norte-fluminense.

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