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Lei sancionada pelo Prefeito de Macaé atrai a atenção da cidade sobre o Autismo

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Usando com símbolo um laço com um quebra-cabeças colorido, integrantes do grupo Motivados Pelo Autismo (Mopam) realizaram uma caminhada de conscientização sobre o problema em abril deste ano, na Praia dos Cavaleiros

Uma lei de autoria do vereador Cesinha (PROS), aprovada pela Câmara Municipal de Macaé e sancionada pelo Prefeito Dr. Aluízio (sem partido), chamou a atenção do município ainda mais para o Autismo.

Criado em 2017 por mães que buscam informar, conscientizar e divulgar o Autismo, além de trocar experiências, o grupo Motivados Pelo Autismo – Macaé (Mopam), esteve representado no gabinete do vereador antes da sessão desta terça-feira, 4, discutindo sugestões e emendas ao orçamento municipal de 2019 visando aumentar a inclusão das pessoas que vivem nessa situação e também de suas famílias.

Segundo as duas mães presentes ao encontro, são situações complicadas e difíceis que demandam atenção e assistência do poder público, em diversas áreas, como educação, saúde, assistência social, esporte e cultura.

“A gente começa com saúde e educação porque são as primeiras esferas que a família vai precisar encontrar. Uma criança precisa da escola. Qualquer criança. Então essa a educação é a primeira. Depois vem a saúde, porque são coisas que todo mundo precisa, de saúde e educação, desde que nasce. Mas a assistência social também é importante para as famílias, que muitas vezes passam por um luto em vida, até entender o que está acontecendo. E é importante também lembrar do esporte e da cultura. O Autista não vai só à escola. Ele precisa praticar esportes, estar envolvido com a cultura. Uma criança Autista também precisa brincar, fazer esportes, ir ao teatro, tudo que uma criança precisa”, lembrou Caroline Mizurime.

Segundo reportagem da revista Saúde, publicada em maior deste ano, o Autismo é um problema psiquiátrico que costuma ser identificado na infância, entre 1 e 3 anos de vida, embora os sinais iniciais às vezes apareçam já nos primeiros meses de vida.

Porém, é possível conviver e bem com o problema, e jovens com Autismo podem desenvolver diversas habilidades e profissões, como qualquer outra pessoa, desde que tenha as condições necessárias, como relata Lucia Anglada.

“Tem autista que trabalha, que dá palestra, que é fotógrafo, escreve livros”, conta ela, ressaltando que, como a ciência ainda não conhece totalmente as causas do Autismo, cada caso deve ser tratado individualmente.

Caroline reforça ainda que quanto mais incisiva e mais abrangente for a assistência do poder público, mais o autista pode ter os meios para se desenvolver social e intelectualmente.

“Para um jovem crescer assim, depende de um passado assistido. As pessoas falam que a gente tem que procurar o CEMEAES (Centro Municipal Especializado em Apoio ao Escolar), porque tem vaga. Sim, tem vaga, mas qual é a qualidade dessa assistência lá? Qual a qualidade da terapia que é oferecida? Ela é em grupo ou individual?”, questiona a mãe.

A nova lei municipal criada por Cesinha institui no município a Semana Municipal de Conscientização do Autismo, a partir do dia 2 abril, quando acontece o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, voltado para todo o chamado Transtorno do Espectro do Autista, passando pela Síndrome de Asperger, o Transtorno Desintegrativo da Infância, o Transtorno Invasivo de Desenvolvimento Sem Outra Especificação e a Síndrome de Rett.

Para as mães do Mopam, a sanção da lei é importante por confirmar no âmbito municipal o que já é previsto na legislação federal, além de ser uma importante ferramenta para uma real inclusão das pessoas com deficiência em Macaé.

Segundo o gabinete do vereador, já há, inclusive, uma proposta para incluir os autistas no atendimento prioritário na rede pública municipal, já que o alto tempo de esperar pode agravar a impaciência dos autistas.

Sobre a importância da legislação e de uma preocupação real voltada para a inclusão dos autistas na sociedade, Lúcia alerta que, de acordo com pesquisas norte-americanas, o número de autistas no mundo está crescendo e caso nada seja feito, pode chegar a 1 a cada 2 nascimentos em 2025.

“Em 2016, era de 1 a cada 68 nascimentos, e em 2017, passou para 1 a cada 59. Se nada for feito, a estimativa é de que, em 2025, a cada 2 nascimentos, 1 seja de um autista. O problema é que a ciência ainda não descobriu quais são as condições para isso acontecer. O que a gente sabe é a inclusão deles na sociedade depende da condição terapêutica, mas depende também da genética”, revela.

 


 

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