Mídias Sociais

Polícia

Jorge Picciani tem mais de 4 milhões de reais em bens bloqueados por decisão da Justiça

Publicado

em

Ex-presidente da Alerj e mais 4 réus somam mais de 10 milhões de reais em bens bloqueados em decisão de juíza da 6ª Vara de Fazenda Pública da Capital

Preso em dezembro do ano passado, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), teve seus bens bloqueados por decisão da juíza Ana Cecilia Argueso Gomes de Almeida, da 6ª Vara de Fazenda Pública da Capital.

Na decisão, a juíza determinou o bloqueio de 4,03 milhões de reais dos bens do presidente afastado da Alerj, além de bloquear também os bens de quatro investigados na Operação Cadeia Velha, prendeu ainda os deputados Edson Albertassi (PMDB) e Paulo Melo (PMDB).

Entre os réus que tiveram seus bens bloqueados estão ainda Felipe Picciani, filho do ex-presidente da Alerj, e André Gustavo Monteiro, além das empresas Agrobilara Comércio e Participações, e Agrocopa, num total de mais de 6,36 milhões de reais.

“De acordo com tais dispositivos, havendo fortes indícios da prática de atos de improbidade administrativa que causem danos ao Erário, é cabível a indisponibilidade cautelar dos bens dos requeridos, com o escopo de assegurar o resultado útil ao processo”, afirmou a magistrada na decisão.

Segundo a decisão, os réus ocultaram bens e verbas a preços subfaturados na compra e venda de gado entre setembro de 2014 e o segundo semestre de 2015, usando as empresas Agrobilara e Agrocopa, com a participação do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), Jonas Lopes de Carvalho Júnior.

“Assim, havendo indícios da prática de atos contra a Administração Pública e de improbidade administrativa por parte dos envolvidos e evidenciado o prejuízo à Administração, impõe-se a medida necessária para assegurar a futura reparação do dano”, decidiu a juíza.

Da esquerda para a direita, deputado Jorge Piccini (PMDB), e os ex-conselheiros do TCE-RJ, José Gomes Graciosa, José Maurício Nolasco, Domingos Brazão, Marco Antônio Alencar e Aloysios Neves. (Foto: Reprodução)

Quinto do Ouro – Batizada em referência à cobrança que se fazia pela Coroa Portuguesa, na época do Brasil Colônia, a operação da Polícia Federal nasceu de delações premiadas de investigados na Operação Lava Jato.

Na ocasião, ex-executivos das empreiteiras Odebrecht e da Andrade Gutierrez relataram ao Ministério Público Federal (MPF) pedidos de propina do então conselheiro e presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes de Carvalho Júnior, para aprovação de editais de obras públicas, como a do Maracanã, citada em delação de Leandro Azevedo, ex-diretor da Odebrecht.

Jonas Lopes de Carvalho Júnior foi preso na Operação Quinto do Ouro, em março de 2017, juntamente com Aloysio Neves, Domingos Brazão, José Gomes Graciosa, Marco Antônio Alencar e José Maurício Nolasco, todos conselheiros do TCE-RJ na época, além de Aluísio Gama de Souza, ex-conselheiro do Tribunal.

Apesar de liberados da prisão por Habeas Corpus do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, todos eles permanecem afastados dos cargos que ocupavam no TCE-RJ.

Preso pela Polícia Federal duas vezes em 2017, empresário Jacob Barata Filho é dono da Auto Viação Salineira, concessionária do transporte público em Araruama, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia e Saquarema. (Foto: Reprodução)

Cadeia Velha – Prevista para ser iniciada no fim de novembro de 2017, a operação, que faz referência ao nome do antigo prédio que ficava onde hoje está o Palácio Tiradentes, nome do atual prédio da Alerj, foi antecipada a iminente indicação de um de seus investigado, o deputado Edson Albertassi, para o TCE-RJ.

A recomendação foi feita pelo Governador Pezão (PMDB) e a votação que sacramentaria a entrada de Albertassi como conselheiro no Tribunal aconteceria numa terça-feira, 14 de novembro, mas foi adiada pela Justiça um dia antes.

Na mesma data, a Polícia Federal prendeu os 3 deputados da alta cúpula do PMDB do Rio e da Alerj, além de diversos envolvidos em uma esquema de corrupção no qual deputados beneficiariam empresários de diversos setores em contratos públicos.

Entre eles estavam ainda os empresários Lélis Teixeira, ex-presidente da  Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), e Jacob Barata Filho, dono da Auto Viação Salineira, empresa concessionária do serviço de transporte público em diversas cidades da Região dos Lagos, os dois últimos envolvidos na Operação Ponto Final, também oriunda de investigações da Lava Jato.

Mais lidas do mês