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Investimento em tecnologia é o trunfo do TSE para garantir segurança da eleição

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Já tem muita gente que não lembra, mas faz 20 anos que o brasileiro não precisa mais marcar – ou escrever! – com a caneta o nome de seu candidato numa cédula de papel. Apesar de estar no Código Eleitoral desde sua primeira versão, de 1932, que em seu artigo 57 previa o “uso das máquinas de votar, regulado oportunamente pelo Tribunal Superior (Eleitoral)”, as urnas eletrônicas começaram a ser utilizadas em 1996.

Nestas eleições municipais, que acontecem no próximo dia 2 de outubro, elas serão mais uma vez uma garantia de segurança para a população e de agilidade e eficiência, já que a contagem eletrônica dos votos permite uma apuração dos resultados segura, rápida e confiável.

Outra ferramenta utilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é a biometria, que começou a ser implementada nas eleições em 2008, para conferir ainda mais segurança ao processo eleitoral no Brasil, especificamente no que se refere à identificação do eleitor no dia da eleição.

 

Urna eletrônica – Criada especialmente para as eleições brasileiras, a urna eletrônica é motivo de orgulho para o país, por garantir a segurança da votação.

“A Justiça Eleitoral disponibiliza diversos mecanismos para que o eleitor ou entidades da sociedade civil possam verificar o perfeito funcionamento do sistema, bem como utiliza o que há de mais moderno em termos de segurança da informação para garantir a integridade e a autenticidade dos programas de computador e o sigilo do voto”, garante o TSE.

Para quem ainda não sabe, a urna somente grava a indicação e o voto do eleitor. Segundo a Justiça Eleitoral, graças ao embaralhamento interno das informações digitadas e outros mecanismos de segurança, não há nenhuma possibilidade de se verificar em quais candidatos um eleitor votou, o que garante o sigilo do voto.

“Porém, por ser composta de hardware e software, a urna eletrônica precisa estar em constante aperfeiçoamento, uma vez que os mecanismos fraudulentos estão a todo tempo sendo atualizados. Pensando nisso o TSE, antes das eleições, põe à prova todos os mecanismos da urna no evento chamado Testes Públicos de Segurança (TPS) do Sistema Eletrônico de Votação”, explica o TSE, que assegura que nas 3 edições do evento, nenhuma tentativa de adulteração dos sistemas ou dos resultados da votação obteve êxito.

Para conferir ainda mais segurança ao pleito, a Justiça Eleitoral revela ainda que há diversos mecanismos de auditoria e verificação dos resultados que podem ser efetuados por candidatos e coligações, pelo Ministério Público da União (MPU), pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e também pelo próprio eleitor.

 

Biometria – Outra importante ferramenta do TSE para garantir a segurança nas eleições é a biometria, que tem como um de seus principais objetivos excluir a possibilidade de uma pessoa votar por outra, tornando inviável a fraude no procedimento de votação.

“Por isso, o TSE continua investindo na tecnologia da biometria para a identificação dos eleitores, que passa a ser por meio das impressões digitais. Para esse reconhecimento individual, são coletados dados biométricos por meio de sensores que os colocam em formato digital. Quanto melhor a qualidade do sensor, melhor será o reconhecimento alcançado”, conta o TSE.

O Tribunal explica ainda que no caso do cadastramento que está sendo efetuado, os dados são coletados por um scanner de alta definição, facilitando todo o processo de reconhecimento eletrônico do cidadão.

“É importante lembrar que uma única digital só pode ser utilizada para reconhecer uma única pessoa”, lembra o TSE.

Tunan Teixeira

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