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Governador sanciona lei que cria Fundo da Segurança Pública no Estado do Rio

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Números apresentados em relatório feito pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), da Universidade Candido Mendes (UCAM), mostram que violência no Rio de Janeiro aumentou depois da intervenção militar

O Governo do Estado do Rio de Janeiro sancionou, nesta sexta-feira, 4, a lei que institui o Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (Fised), que ganhou uma unidade orçamentária.

O Fundo, que ficou com parte dos recursos originalmente destinados a projetos de saneamento, recebeu um crédito especial de 250 milhões de reais, já aprovado anteriormente.

Segundo a colunista do jornal Extra, Berenice Seara, de acordo com a lei sancionada, o Governador Pezão (PMDB) se compromete a enviar para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), em 30 dias, os programas do Plano Plurianual e os projetos e atividades que vão ser financiados pelos recursos.

Sob intervenção federal desde que o decreto assinado por Michel Temer (PMDB) e aprovado pelo Senado, em fevereiro deste ano, a segurança pública do Estado do Rio passou às mãos dos militares depois que seu antigo secretário, Roberto Sá, entregou o cargo. O atual gestor da segurança no Rio é o interventor, general Walter Braga Netto, que liderava o Comando Militar do Leste, responsável pelos estados o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

A medida do governo federal segue criticada pelo presidente da Câmara Federal e pré-candidato à presidência da república, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que nesta semana, defendeu a unificação das polícias.

“Teria um braço de prevenção e um braço de investigação, mas que estarão no mesmo sistema”, disse Maia, em entrevista publicada pelo site UOL, na última quinta-feira, 3, que concorda com a existência de uma hierarquia, mas que não acredita que ela precisasse ser militar.

Em relatório feito pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), da Universidade Candido Mendes (UCAM), que contou com a Plataforma Fogo Cruzado, Onde Tem Tiroteio (OTT) do Rio, e com a DepeZap, que monitoram sistematicamente os casos de violência e tiroteio no estado, os números mostram que a violência aumentou depois da intervenção.

Comparados os 2 meses anteriores à intervenção com os 2 meses posteriores, os números mostram que as chacinas dobrou no período, saltando de 6 (com 27 mortos), antes da medida, para 12 (com 52 mortes).

Segundo o estudo, o numero de tiroteios também aumentou, passando de 1.299 para 1.502, assim como o número de mortos, que saltou de 262 para 284. Apesar dos dados dizerem o contrário, o presidente Temer, autor da medida, defendeu, em matéria publicada pelo jornal O Tempo nesta sexta, que a intervenção começou a dar resultados agora.

“Desde que decretamos (a intervenção), falamos que isso não se resolve de um dia para o outro. Quando fui secretário [de Segurança Pública] em São Paulo, eu sabia que isso só ia dar resultado dali a algum tempo, 3, 6 anos”, argumentou ele, que segundo informações de Brasília, estaria apostando no sucesso da medida para tentar reduzir sua gigantesca rejeição, visando uma possível candidatura à presidência, nas eleições de outubro deste ano.

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