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Governador de São Paulo oficializa pré-candidatura à presidência da república

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Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD) e atual presidente, Michel Temer (PMDB), ainda discutem sobre corrida presidencial. Com oficialização de Alckimin, número de pré-candidatos à presidência chega a 15

O PSDB oficializou na última terça-feira, 20, a pré-candidatura do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à presidência da república. O anúncio foi feito em uma entrevista coletiva, na capital paulista.

Na entrevista, Alckmin afirmou que irá destravar a economia e colocou como prioridades a desburocratização, uma Reforma Tributária, além de retomar a agenda da Reforma da Previdência e prometer reduzir os juros.

Derrotado pelo ex-presidente Lula (PT) nas eleições presidenciais 2006, Alckmin se junta a outros 14 nomes que também tiveram suas pré-candidaturas oficializadas à disputa da sucessão presidencial.

Além do Governador de São Paulo, já confirmaram a pré-candidatura à disputa também o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ); os senadores Fernando Collor (PTC-AL), Álvaro Dias (PODE-PR) e Cristovam Buarque (PPS-DF), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e a deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB-RJ), os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos (PSOL), além de Eymael (PSDC), Valéria Monteiro (PMN), Levy Fidelix (PRTB), do empresário João Amoêdo (NOVO), e do próprio ex-presidente Lula, que aguarda julgamento de recurso no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) para saber se será preso ou não.

Mais nomes – Outros dois nomes que ainda podem engrossar a disputa pela faixa presidencial são o do atual presidente, Michel Temer (PMDB) e de seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD).

Nesta quarta-feira, 21, o ministro reafirmou, segundo a agência de notícias Reuters, que irá conversar com o presidente sobre as questões políticas de uma candidatura à presidência, acrescentando que tomará sua decisão no início de abril.

“Estarei conversando com ele sobre a questão política e vamos evoluindo num entendimento de qual é a melhor solução, o projeto de cada um, mas tendo em vista qual é o melhor projeto para o país”, disse o ministro à Reuters depois de participar de evento do Banco do Brasil, em São Paulo.

O mês de abril não é por acaso, já que a Justiça Eleitoral determina que em cargos em comissão nomeados pelo presidente da república, o prazo para desincompatibilização é de 6 meses antes das Eleições, que acontecem em outubro deste ano.

Na véspera do encontro com Meirelles, Temer admitiu publicamente, pela primeira vez, que poderá ser candidato à presidência, acrescentando que o tema é objeto de “conversações”, inclusive com o ministro da Fazenda.

De acordo com informações de fontes ligadas ao grupo político do presidente, haveria uma esperança de que, com a intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio, Temer poderia tentar tornar “melhor” sua já terrível popularidade.

Ainda segundo a Reuters, Meirelles explicou ainda que, antes de tomar sua decisão, terá também uma série de conversas com partidos políticos e líderes da comunidade, buscando ter claros os desejos da população.

A dúvida de Meirelles teria ainda outra explicação. É que o nome dele também vem ganhando força dentro do próprio PMDB, que veria nele um candidato para disputar as eleições pelo partido, que tem quase todos os seus “caciques” ligados a escândalos de corrupção, inclusive, o próprio presidente.

Enquanto a popularidade do atual presidente segue sendo a pior da história para um chefe do Executivo nacional, e o PMDB não chega a uma decisão, Temer e Meirelles seguem apontados como mais dois nomes que podem se juntar à lista dos pré-candidatos à presidência.

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