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Gestante que perdeu bebê no Hospital da Mulher, em Cabo Frio, presta depoimento em CPI da Alerj

Thaiany Pieroni

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Uma das mães, que perderam seu bebê, no primeiro semestre deste ano no Hospital da Mulher, em Cabo Frio, prestou depoimento, nesta semana, para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), que investiga mortes de recém-nascidos no hospital da Região dos Lagos.

Lizandra Rodrigues Gonçalves, de 27 anos, contou que sofreu "violência obstétrica" com 41 semanas de gestação. De acordo com o pré-natal que realizou na rede particular, Lizandra estava com o parto previsto para o dia 18 de fevereiro. Ela sentiu dores dois dias antes e foi até o Hospital da Mulher.

"Quando dei entrada no dia 16, o médico fez o atendimento e me mandou de volta para casa. Retornei no dia 18 com fortes dores e mandaram para casa novamente. No dia 24 foi a mesma coisa. No dia 26 queriam que voltasse de novo para casa mas eu insisti e disse que não tinha sentido o meu bebê mexer desde a manhã. Fui internada e avisada de que não havia mais batimento cardíaco no meu filho, e a cesariana aconteceu dez horas depois', lamentou Lizandra, que é mãe de uma menina de 8 anos.

Além do descaso da unidade de saúde, ela reclama ainda de não ter tido acesso ao prontuário médico. "Sem o prontuário não conseguimos saber nem mesmo a causa da morte ", contou.

De acordo com a Presidente da CPI, Deputada Renata Souza (PSol), esses relatos ajudam a comissão a identificar onde estão as falhas nesse processo e a apresentar recomendações no relatório final da comissão. "Precisamos urgentemente de mudanças e são esses depoimentos é que podem qualificar ainda mais o documento que apresentaremos", disse a parlamentar.

Vale lembrar que a CPI foi aberta em abril deste ano com o intuito de investigar 17 mortes, registrada na unidade hospital, somente nos primeiros meses deste ano. Desde então, o município afirma que vem tentando resolver os problemas identificados, além da mudança na administração da unidade, a Prefeitura assinou um TAC, que determina o cumprimento de diversas normas.

 

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