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Presidente estadual do PSL, senador Flávio Bolsonaro dá ultimato a deputados estaduais do partido na Alerj

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Presidente estadual de seu partido, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) parece ter apertado o cerco dos 12 deputados estaduais da legenda na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj).

Depois de determinar a saída dos deputados da base do governo de Wilson Witzel (PSC), mais novo desafeto do Clã Bolsonaro, o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ameaça de desfiliação quem quiser manter os cargos na atual gestão estadual.

“Aqueles que quiserem permanecer devem pedir desfiliação partidária. Nossa oposição não será ao Estado do Rio, mas ao projeto político escolhido pelo governador Wilson Witzel”, afirmou Flávio ao jornal Estado de São Paulo.

Eleito na onda do bolsonarismo em 2018, Witzel incomodou o PSL ao criticar o presidente, anunciar interesse em concorrer à presidência da república em 2022, e negar que tenha sido eleito por causa do apoio de Bolsonaro em sua campanha, em 2018.

Maior bancada da Alerj, com 12 deputados, o PSL também não teria gostado nada da aproximação mais do que anunciada entre Witzel e o partido do presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e de seu pai, o ex-prefeito do Rio, César Maia (DEM), além de outro ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM).

Enquanto parte do governo, o partido do Clã Bolsonaro exercia grande influência em nomeações de cargos, incluindo 2 secretários, o de Ciência e Tecnologia, Leonardo Rodrigues, e a de Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência, Major Fabiana.

O desembarque do PSL do governo, inclusive, já virou motivo de piadas dentro da Alerj, em reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta quarta-feira, 18, com um dos partidos mais conservadores da atual política nacional se unindo a partidos de esquerda na oposição a Wilson Witzel.

Membro da CCJ, o deputado estadual Carlos Minc (PSB) teria dito que com a entrada do PSL na oposição, o grupo precisaria de uma sala maior, ao que o líder da bancada do partido na Alerj, Doutor Serginho (PSL), teria devolvido a brincadeira, respondendo que sentaria do lado oposto da mesa, junto aos oposicionistas Minc, Luiz Paulo (PSDB) e Waldeck Carneiro (PT).

Espirituoso e perto de deixar o PSDB, Luiz Paulo teria aproveitado o momento de descontração para brincar com o deputado do PSL, anunciando que vai nomeá-lo em plenário como líder da bancada de oposição na Alerj.

“Agora não é mais Doutor Serginho. É companheiro Doutor Serginho”, brincou o ainda tucano Luiz Paulo, segundo a coluna Extra, Extra, da jornalista Berenice Seara.

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