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Fusão entre DEM e PSL pode criar partido com maior representação na região da Bacia de Campos

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A cada vez mais próxima fusão entre o DEM e o PSL para a formação de um novo partido que deve se chamar União Brasil está mexendo com a polícia nacional, causando impactos em Brasília, mas também no Estado do Rio.

Além de um novo nome, o novo partido também terá um novo número, 44, escolhido em pesquisa qualitativa dentro dos 2 partidos que chegaram a avaliar a manutenção do 25 do DEM, mas descartaram rapidamente o 17 do PSL por estar muito identificado com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), por fim escolhendo o novo número.

A fusão dos 2 partidos, que vem sendo costurada desde setembro, já teve aprovação nas executivas nacionais de DEM e PSL, e agora pode ser referendada por uma convenção conjunta marcada para esta quinta-feira, 6 de outubro.

Mas se a expectativa era de formar o maior partido da Câmara Federal, com a maior cota do Fundo Partidário e um dos que terá maior tempos de televisão nas propagandas eleitorais para as eleições gerais do ano que vem, a fusão vê crescer o descontentamento dos quadros das duas siglas em vários estados brasileiros, entre eles o Rio de Janeiro.

No Estado do Rio, as divergências no DEM do Rio vêm desde a iminente saída do deputado federal Sóstenes Cavalcanti (DEM-RJ) à uma debandada de vereadores da sigla na Câmara do Rio, além dos descontentamentos de muitos integrantes do partido em todo o país com o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (PSL).

Antiga casa da família Maia no Rio, o DEM é presidido no Estado por Sóstenes Cavalcanti, mas este já ameaçou deixar a sigla caso a presidência estadual do novo partido fique com o prefeito de Belford Roxo, Waguinho (PSL).

Já no PSL, que cresceu nacionalmente com a onda bolsonarista de 2018, quase metade da bancada de 12 deputados federais já teria confirmado que só continuará no novo partido caso o chefe do Clã Bolsonaro retorne à legenda para concorrer à reeleição no ano que vem.

Ou seja, se depender dos caciques nacionais, Luciano Bivar (PSL) e Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), que querem um nome novo para a corrida presidencial, metade dos deputados federais eleitos pelo partido em 2018 deve procurar novos ares em breve.

Longe das luzes mais fortes dos holofotes nas brigas políticas na capital fluminense e na capital federal, as cidades do entorno da Bacia de Campos também têm sua cota de vereadores dos 2 partidos que ainda não se pronunciaram sobre a fusão DEM/PSL.

A região, que costumam atrair muita atenção na disputa por votos e por governos municipais, por concentrar cidades com arrecadações bilionárias como Macaé e Campos dos Goytacazes, tem 18 vereadores e apenas uma prefeita dos 2 partidos.

DEM e PSL estão representados na região pelos vereadores, Paulo Paes (DEM), em Macaé; Pedro Cajú (PSL), Shogum (PSL) e Professor Tayron (DEM), em Arraial; Miguel Alencar (DEM) e Alexandre da Colônia (DEM), em Cabo Frio; Gugu de Nair (DEM) e Raphael Braga (DEM), em Búzios; Tikinho (DEM), em Iguaba; Rogério Matoso (DEM), Bruno Vianna (PSL), Marcione da Farmácia (DEM) e Nildo Cardoso (PSL), em Campos; Gaúcho (DEM) e Ticó (PSL), em Macabu; e Ailson Barreto (DEM), Janderson (DEM) e Cachuca (DEM), em Quissamã, sendo esta última a única cidade governada por esses 2 partidos, pela prefeita Fátima Pacheco (DEM).

Nas eleições municipais de 2020, nas cidades de São João da Barra, São Pedro da Aldeia, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, e Carapebus, DEM e PSL não conseguiram nenhuma cadeira nem nas câmaras municipais nem nas prefeituras.

Caso a fusão entre os 2 partidos seja aprovada na convenção conjunta desta quinta-feira, a estimativa das cúpulas de DEM e PSL é de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) leve de 3 a 4 meses para homologar a decisão, ou seja, antes de abril, prazo para que a nova legenda possa participar das eleições gerais de 2022.

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