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Firjan aponta que Macaé e Campos já arrecadaram juntas 68,85% do total de royalties recebidos no ano passado

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A Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) divulgou dados de um levantamento que mostra que, nos primeiros 6 meses de 2021, as cidades de Campos dos Goytacazes e Macaé já arrecadaram juntas 68,85% dos recursos totais de royalties recebidos em 2020.

Ainda de acordo com o levantamento da Firjan, feito com base em informações divulgadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no mesmo período, as duas maiores cidades da região do entorno da Bacia de Campos também já arrecadaram 62,68% das receitas totais de royalties de 2019.

A ANP estima uma arrecadação de royalties em 2021 superior até ao período anterior à pandemia do coronavírus, comprovando as previsões que apontavam uma retomada do crescimento da economia na região.

“O aumento dos royalties chega em ótima hora, num momento em que a vacinação avança e a economia vem sendo retomada. Fatores que se somam para chegarmos em dezembro mais otimistas para os anos seguintes”, comentou Francisco Roberto de Siqueira, presidente da Firjan Norte Fluminense.

O levantamento da Firjan aponta que, em Macaé, foram arrecadados 401,4 milhões de reais em royalties nos primeiros 6 meses deste ano, o equivalente a 67,95% de todo o ano passado, e 67,42% dos valores totais de 2019, enquanto que Campos recebeu 200,2  milhões de reais em royalties no primeiro semestre deste ano – valor correspondente a 70,72% do total de 2020, e 54,92%  de 2019.

Os dados da ANP apontam para um crescimento na produção de óleo e gás do país, com a continuidade do protagonismo do Estado do Rio, mas, para a Firjan, entre as maiores razões da retomada dos royalties estão também a taxa de câmbio e a recuperação dos preços dos barris de petróleo, que chegaram a ficar abaixo de 20 dólares durante a pandemia, em 25 de junho desse ano, bateu US$ 76,45, valor acima do período pré-crise.

“É importante destacar que as estimativas da ANP consideram um preço médio de 60 a 62 dólares o barril, um parâmetro mais conservador do que a realidade de hoje, o que indica que o aumento na arrecadação de royalties pode até superar as atuais estimativas. O barril pode superar os 90 dólares até o fim do ano, o que demonstra a recuperação do mercado frente à crise”, avaliou Karine Fragoso, a gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan.

Segundo a Firjan, a expectativa de que novos campos e o aumento da atividade reabasteçam ainda mais os cofres fluminenses nos próximos anos, com a previsão do Estado arrecadar mais de 75 bilhões de reais em royalties e participações especiais até 2025, sendo 18 bilhões de reais divididos entre Campos, Macaé e Maricá.

“As razões para o otimismo são calcadas em novos investimentos que já vêm se confirmando. Segundo levantamento feito pela Gerência de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, 5 multinacionais preveem uma injeção de pelo menos 13,2 bilhões de reais na Bacia de Campos. Isso por conta das medidas de desinvestimento da Petrobras, que resultaram no leilão de 17 campos de petróleo da região. Somam-se a esses movimentos o Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos (Promar), do Ministério de Minas e Energia (MME), que busca criar mecanismos de incentivo para atrair diferentes empresas na exploração dos campos maduros, como é o caso da Bacia de Campos, em sua maioria. Com infraestrutura instalada e reservatórios descobertos, os campos maduros oferecem oportunidade de acesso a volumes remanescentes de óleo e gás com investimentos menores – com potencial, portanto, de reanimar a exploração de petróleo na região”, analisou a Firjan.

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