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Ex-Governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), é condenado a 45 anos de prisão

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Preso no final de 2016, Cabral foi condenado como idealizador de esquema de corrupção na obras do Comperj

Tunan Teixeira

 

Preso no final de 2016, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), foi condenado a 45 anos de prisão por crimes investigados na Operação Calicute.

O ex-governador foi condenado por crimes investigados pela Operação Calicute, um dos desdobramentos da Lava Jato, que investigava esquema de corrupção envolvendo as obras do Complexo Petroquímico do Estado do Rio (Comperj).

Cabral foi condenado a 45 anos e 2 meses de reclusão, além de multa, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa. Segundo denúncia da Operação Calicute, o esquema desviava verbas de contratos do governo do Rio com empreiteiras.

Além de Cabral, a sentença do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal também condena outras 11 pessoas por participação no esquema, entre eles a esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, que foi sentenciada a 18 anos e 3 meses de prisão.

Cabral foi preso em novembro do ano passado e atualmente está em Benfica, no presídio onde ficava o antigo Batalhão Especial Prisional (BEP). Já Adriana Ancelmo, que foi condenada pela primeira vez nesta quarta-feira, 20, cumpre prisão domiciliar em seu apartamento no Leblon.

Na sentença, o ex-governador é descrito como “idealizador do gigante esquema criminoso institucionalizado no âmbito do Governo do Estado do Rio de Janeiro”, além de ser apontado como “chefe da organização, cabendo-lhe essencialmente solicitar propina às empreiteiras que desejavam contratar com o Estado do Rio de Janeiro, em especial a Andrade Gutierrez, e dirigir os demais membros da organização no sentido de promover a lavagem do dinheiro ilícito”.

Além de Cabral e Adriana, também foram condenados Wilson Carlos (34 anos de prisão mais multa), Hudson Braga (27 anos de prisão mais multa), Carlos Miranda (25 anos de prisão mais multa), Luiz Carlos Bezerra (6 anos e 6 meses de prisão mais multa), Wagner Jordão Garcia (12 anos e 2 meses de prisão mais multa), Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves (9 anos e 4 meses de prisão mais multa), Luiz Paulo Reis (5 anos e 10 meses de prisão mais multa), Carlos Jardim Borges (5 anos e 3 meses de prisão mais multa), e Luiz Alexandre Igayara (6 anos de prisão mais multa).

Essa foi a segunda condenação de Cabral, que já havia sido condenado a 14 anos e 2 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância. Na ocasião, a Justiça considerou que ele recebeu propina das empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão para facilitar contratos nas obras do Comperj.

Foto: Fábio Motta

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