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Ex-candidato a Prefeito em Macaé, Christino Áureo é acusado de nomear funcionários fantasmas na Secretaria Estadual de Agricultura

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Denúncia do Ministério Público do Rio também aponta a ex-mulher do atual secretário-chefe da Casa Civil do Estado do Rio

(Legenda da foto: Christino Áureo (PSDB) teria cometido o crime quando era Secretário Estadual de Agricultura, cargo que ocupou também durante a gestão do ex-governador, Sérgio Cabral, atualmente preso)

A Justiça aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) contra o secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado do Rio, Christino Áureo (PSD), e sua ex-mulher, Claudia Cataldi.

“A ação foi proposta pela Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos, por delegação do procurador-geral de Justiça, junto ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça, em razão do foro privilegiado do secretário”, contou o MP-RJ.

As investigações foram realizadas pelo Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (GAOCRIM/MPRJ) e apontaram que o político, que foi derrotado nas eleições municipais de 2012 pelo atual Prefeito de Macaé, Dr. Aluízio, nomeou funcionários fantasmas quando foi gestor da Secretaria Estadual de Agricultura.

Segundo a denúncia do MP-RJ, Christino Áureo, que ocupou o cargo de Secretário de Agricultura durante a gestão dos ex-governadores do Rio atualmente presos, Rosinha Garotinho (PMDB) e Sérgio Cabral (PMDB), teria nomeado funcionários para cargos em comissão na pasta, que nunca exerceram efetivamente as atividades pelas quais recebiam remuneração mensal.

Ainda de acordo com o MP-RJ, dentre os nomeados por Áureo para a secretaria, estão Neusa Silva de Oliveira, que trabalhava como empregada doméstica para o casal Áureo e Cláudia; Hélio Ricardo, que trabalhava como motorista particular dos dois; e Rita de Luzié, que trabalhava exclusivamente na ONG Responsa Habilidade, presidida por Cláudia Cataldi.

Segundo a ação, Rita recebia 3 mil reais pelo cargo no governo, mas ficava apenas com 1.200, repassando o restante para a também denunciada Carla da Silva Santos, que também trabalhava na ONG e detinha grande confiança da ex-esposa de Christino Auro. No total, o prejuízo para os cofres públicos teria sido de cerca de 192 mil reais.

Na denúncia, Claudia Cataldi e Carla da Silva Santos também são acusadas pelos crimes de concussão (vantagem indevida), e Christino Áureo é acusado do crime de peculato (desvio de dinheiro público).

Após o recebimento da denúncia pela Justiça, o secretário-chefe da Casa Civil e sua ex passam a ser réus no processo penal aberto no Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ), devido ao foro privilegiado de Áureo, que além de secretário de governo, é deputado estadual licenciado.

Tunan Teixeira

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