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Estado do Rio vota estado de calamidade financeira nesta terça, 24, e estudo revela que 77,4% dos municípios brasileiros estão com as contas no vermelho

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O Estado do Rio de Janeiro levou um susto com a notícia de que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) votaria o estado de calamidade do governo estadual nesta terça-feira, 25, mas, de acordo com dados do Tesouro Nacional, a situação parece ser muito pior.

Nesta semana, a Revista Época divulgou uma reportagem em que revela que mais de 77,4% dos municípios que informaram o quadro de suas finanças ao Tesouro Nacional, estão com as contas no vermelho.

Segundo a revista, dos 3.155 municípios que informaram o quadro, 2.442 estão com as contas no vermelho. As informações são de um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

A reportagem revela ainda que diversos futuros prefeitos e prefeitos reeleitos estiveram recentemente em Brasília em busca de dinheiro para 2017, mas devido ao teto de gastos do orçamento federal do ano que vem, a crise deve continuar e até aumentar.

Como as informações prestadas pelos municípios ao Tesouro não são obrigatórias, alguns municípios não as enviam. No Estado do Rio, todas as prefeituras que divulgaram as informações, estão no negativo, assim como acontece no Amazonas.

A título de comparação, em São Paulo, 402 prefeituras registram déficit, enquanto que no Rio Grande do Sul, são 371 cidades nessa situação.

“A bomba já estourou e vai ficar pior até o final do ano. No período eleitoral, quem vai dizer que está mal?”, analisou o Presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, à revista, contando que 576 dos municípios presentes no levantamento estão atrasando salários, como acontece em Cabo Frio desde 2015.

Dois motivos para o aumento da crise apontados pela reportagem são a queda de arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que esperava repasses de 99 bilhões de reais este ano, mas a previsão é que esse valor não chegará a 84 bilhões no fim do ano; e os custos cada vez maiores com a Previdência, que cresceram 13,22% no em 2015 para os municípios com mais 200 mil habitantes, enquanto as receitas subiram apenas 6,81%.

Tunan Teixeira

(Fonte: Revista Época)

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