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Empresa francesa promete investimentos de 1 bilhão de dólares por ano no pré-sal brasileiro

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A mudança na legislação do pré-sal começa a trazer boas notícias párea o setor do petróleo, que vive momento de crise no Brasil e no exterior. Segundo matéria publicada pela Folha de São Paulo, por conta da Rio Oil & Gas, feira internacional que aconteceu na capital fluminense há algumas semanas, novos investimentos devem ser feito no setor nos próximos anos.

De acordo com a reportagem, a primeira a se manifestar oficialmente sobre o assunto foi a empresa francesa Total, que estima ter um orçamento de 1 bilhão de dólares por ano para investir em seus projetos brasileiros.

A empresa francesa planeja ainda ampliar suas atividades no país, e já teria aberto negociações para adquirir participação em ativos de gás e energia da Petrobras. As duas empresas, inclusive, anunciaram na última segunda-feira, 24, a assinatura de um memorando de entendimento para consolidação de uma aliança estratégica nos segmentos de Exploração e Produção (E&P) e Gás e Energia (G&E) no Brasil e oportunidades potenciais no exterior.

“A partir desse memorando, as empresas se comprometem a avaliar conjuntamente oportunidades no Brasil e no exterior em áreas-chaves de interesse mútuo, beneficiando-se de suas reconhecidas experiências em todos os segmentos da cadeia de óleo e gás”, diz a nota divulgada no site da Total.

Em entrevista à Folha, o presidente da companhia francesa, Patrick Pouyanné, chegou a dizer que, apesar da crise no setor, não lhe faltarão recursos para apostar em bons projetos no Brasil, que tem em Macaé um dos mais importantes polos do setor.

“A estratégia de uma companhia de petróleo é procurar onde estão as reservas e onde estão os grandes mercados. E o Brasil oferece os dois”, afirmou Patrick Pouyanné ao jornal paulista, durante sua passagem pelo país.
Como tem sido prática entre as petroleiras, o presidente da Total reforçou o coro por flexibilização das regras do setor, principalmente sobre o conteúdo local, defendendo que se governo e petroleiras “falarem a mesma língua, poderão encontrar maneiras de investir”.

Grande produtora global de gás, a empresa tem interesse em sociedade com a Petrobras nos terminais de importação de gás natural liquefeito (GNL) e em térmicas, ativos que fazem parte do plano de desinvestimento da estatal.

A francesa Total tem 20% do projeto de Libra, a maior área do pré-sal já contratada, e é sócia da Shell em Gato do Mato, também no pré-sal, todas as duas áreas na Bacia de Santos, no litoral de São Paulo.

Ainda de acordo com a Folha, a companhia também investe na busca por reservas na Foz do Amazonas, bacia ainda pouco conhecida pelas petroleiras, e pretende perfurar o primeiro poço na região em 2017. Neste momento, porém, a maior parte do orçamento para o país está dedicada a Libra, que começa a produzir, em fase de testes, a partir do ano que vem.

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