Mídias Sociais

Política

Em sessão da Câmara, representante da Secretaria de Saúde de Macaé explica volta para bandeira laranja da pandemia

Publicado

em

 

Convidado pelo vereador líder do governo na Casa, o ex-secretário de Educação, Guto Garcia (PDT), o secretário, que também já foi vereador de Macaé, confirmou que o município entrou em bandeira laranja desde esta segunda-feira, 1, muito por causa do aumento da taxa de ocupação dos leitos, e que, por isso, o plano de retomada das aulas presenciais estaria comprometido.

Segundo Carlos Emir Júnior, um dos motivos para isso é o aumento, em apenas uma semana, de 22 pacientes internados por coronavírus no município para números atuais na casa de 34, 35 leitos de ocupados.

Pouco depois, o líder do governo, vereador Guto Garcia confirmou que recebeu mensagem do prefeito Welberth Rezende (CIDADANIA) paralisando as aulas presenciais da Educação Infantil da rede privada, que foi reiniciada nesta segunda-feira, já que o plano impede qualquer atividade escolar presencial quando o município estiver em bandeira laranja.

Sobre a divulgação dos dados da pandemia, que ficou paralisada entre os dias 28 de fevereiro e 1 de março, questionada pela vereadora Iza Vicente (REDE), o secretário adjunto de Alta Complexidade revelou que não é responsável pela publicação do chamado “Covidímetro” e explicou que a situação incomodou até mesmo ao prefeito.

De acordo com Carlos Emir Júnior, um dos problemas com a maneira como os indicadores são calculados estaria no aumento de testes realizados pela prefeitura, que reduz a taxa de letalidade, já que, quanto mais se testa, menor fica a taxa de letalidade, o que o gestor acredita não ser um indicador útil para medir os riscos da pandemia na cidade.

Ao ser questionado pelo vereador Guto Garcia sobre quais seriam esses indicadores válidos para impedir que a cidade alterne, em poucos dias, entre as bandeiras, gerando instabilidade sobre as aulas presenciais, Carlos Emir Júnior revelou que não será usada apenas a taxa de reprodução do vírus, e explicou que a Secretaria de Saúde já estuda utilizar 5 indicadores para estabelecer essas condições sanitárias para a volta das aulas presenciais, mas ressaltou que a situação só será resolvida com as vacinas.

“Nós só vamos resolver esse problema com vacina. O resto vai ser, infelizmente, chover no molhado. Então é vacina e proteção social em um determinado momento até que a gente consiga resolver o resto”, afirmou o gestor.

Segundo o secretário adjunto de Alta Complexidade da Secretaria de Saúde, o prefeito Welberth Rezende continua dialogando com a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) para a formação de consórcio para a compra de vacinas, respeitando liberação do Supremo Tribunal Federal (STF) para a importação de vacinas em caso de insuficiência do Plano Nacional de Imunização (PNI).

“Moral da história, como que estamos objetivamente nessa questão de vacina hoje? A gente teve liberação do STF para que municípios e estados que, por ventura, não se sentirem contemplados com o PNI possam vir a comprar com recursos próprios. Objetivamente, eu como médico, como gestor, não posso ficar feliz com o PNI hoje. A gente tem 2 meses de PNI, com 5 mil macaenses tendo sido vacinados, e nem o grupo [prioritário] 1 conseguimos vacinar por completo”, detalhou Carlos Emir Júnior aos vereadores.

O gestor da Saúde revelou também a Prefeitura de Macaé segue realizando movimentos para a importação de vacinas Oxford/AstraZeneca, da Índia, e Sputnik V, da Rússia, juntamente com outros municípios, em negociações que já estariam acontecendo.

“Nenhuma vacina que esteja já em território brasileiro, ele [o prefeito] consegue, nem ele nem nenhum outro [prefeito ou governador] consegue comprar essas vacinas, por qualquer dinheiro no mundo. Se pegar 100 milhões de reais do caixa do município e for lá no [Instituto] Butantan e tentar comprar vacina, ele não pode. Por quê? Porque, obrigatoriamente, todas as vacinas que chegarem em território nacional, elas são destinadas por força de lei – e uma lei federal sempre é maior do que [qualquer outra] e vossas excelências sabem muito melhor isso do que eu – para o governo federal, para o PNI. Então, o que a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e outros estão tentando é comprar as vacinas direto do fornecedor, a nível de China, de Rússia, ou Reino Unido”, contou Carlos Emir Júnior.

Clique Diário

E. L. Mídia Editora Ltda
CNPJ: 09.298.880/0001-07
Redação: Rua Tupinambás 122 Gloria – Macaé/RJ

comercial@diariocs.com
(22) 2765-7353
(22) 999253130

Mais lidas da semana