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Em evento de empresas de petróleo em Macaé, Petrobras confirma importância da cidade para o setor

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Em evento sobre desenvolvimento de Macaé, Petrobras volta a falar em geração de emprego e renda na região ao reafirmar investimentos perto da casa dos 19 bilhões de dólares na Bacia de Campos até 2022

Em um evento realizado nesta terça-feira, 27, a Petrobras voltou a reafirmar a importância da cidade de Macaé, conhecida como Capital Nacional do Petróleo, para a indústria do setor e para a própria empresa.

Em palestra, que aconteceu no Hotel Royal Palace Macaé, no “Repensar Macaé”, o gerente do ativo de produção Centro-Sul da empresa, Sebastião Benedito Machado Martins, declarou que, mesmo com o declínio da produção na Bacia de Campos, “Macaé é e continuará sendo, por muito tempo, o centro nervoso de todas as operações da Petrobras na Bacia de Campos”.

O evento teve como objetivo discutir com a classe empresarial e a sociedade ações concretas para desenvolver outros segmentos da economia além do petróleo, com a finalidade de diminuir impactos de novas intempéries do setor.

Nele, o gerente da Petrobras ressaltou que 35% de todo o estoque da estatal está armazenado em Macaé, além de pontuar a importância da unidade de Cabiúnas, agora chamada de Base Benedito Lacerda, e das duas termelétricas instaladas na cidade, com capacidade para gerar energia elétrica para uma cidade com 2 milhões de habitantes.

Sebastião Martins explicou ainda que, mesmo com o declínio da produção da Bacia de Campos nos últimos anos, que ele chamou de “natural”, não existe qualquer fundamento nos boatos de que a empresa estaria deixando a cidade.

Segundo ele, o plano de reestruturação da empresa passa, justamente, por reorganizar campos e blocos exploratórios visando equilibrar a produção entre as duas unidades de operação de explorações e produções (UOs) existentes.

Atualmente a empresa trabalha com 4 UOs no litoral brasileiro, sendo duas responsáveis pela Bacia de Campos e duas pela Bacia de Santos. Na primeira operam a UO-BC e a UO-ES, já que a Bacia de Campos se estende até Vitória, capital do Espírito Santo. Já na segunda operam a UO-BS e UO-RJ, pois a Bacia de Santos se estende por parte do litoral fluminense.

Entretanto, o que a Petrobras está fazendo é reorganizar campos dentro das UOs para, segundo Sebastião Martins, equilizar a produção, tornando-as mais equilibradas. O objetivo é não ter uma unidade com uma produção muito maior do que a outra.

O gerente de ativo de produção Centro-Sul ressaltou ainda que, como parte dessa reorganização, campos como Marlim Leste e Marlim Sul, que são vistos com grande futuro pela empresa, serão repassados da UO-RJ para a UO-BC, mantendo Macaé na rota de investimentos da empresa ainda por muitos anos.

“O declínio é natural. Essa reestruturação está sendo feita justamente por isso. Para não haver um desequilíbrio no pré-sal, com campos produzindo muito e outros, muito pouco. Então estamos reorganizando alguns campos para equilibrar a produção, para que haja a mesma ordem de grandeza entre as UOs”, contou Sebastião Martins.

O gerente da estatal lembrou ainda que, além do 2,9 bilhões de reais investidos em parceria com a ExxonMobil na aquisição de mais blocos na Bacia de Campos, a Petrobras deve começar a implantação de mais 4 plataformas na região, uma em 2018 e 3 em 2021, com investimentos previstos para quase 19 bilhões de dólares até 2022.


 

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