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Duplicação da BR-101 foi tema de cobrança de deputado federal de Campos ao presidente Bolsonaro

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Durante um café da manhã da bancada fluminense na Câmara Federal, realizado no Rio de Janeiro na semana passada, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD-RJ) cobrou do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a duplicação da BR-101, uma das principais vias de acesso às cidades do entorno da Bacia de Campos.

“Seguimos na luta pelo desenvolvimento da região Norte e Noroeste do nosso Estado. Desde que assumimos o mandato temos colocado o término da duplicação da BR-101 como prioridade, tenho certeza absoluta que vamos superar os obstáculos”, escreveu o deputado em sua página no Facebook no último sábado, 31 de agosto.

As obras, paradas há 10 anos no trecho da Reserva Biológica União (Rebio), em Rio das Ostras, já foram apontadas pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em Macaé, como um dos maiores gargalos logísticos para o desenvolvimento econômico da região.

A questão já foi tema de discussões, reuniões e debates entre a Firjan, as prefeituras da região, e a Autopista Fluminense, concessionária responsável pela via, mas as obras estão travadas devido às exigências ambientais impostas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Para o deputado federal filho dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho, porém, além das questões econômicas, a duplicação da rodovia também ajudaria a reduzir o número de acidentes fatais devido à mão dupla.

Em resposta à cobrança do deputado, que, assim como os pais e a irmã, também deputada federal, Clarissa Garotinho (PROS-RJ), tem reduto eleitoral no município de Campos dos Goytacazes, o presidente Bolsonaro passou a missão de resolver a questão ao deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ).

“Hélio, vai lá e resolve isso. Se não, minha caneta Bic resolve”, teria dito o presidente segundo a coluna Extra, Extra, assinada pela jornalista Berenice Seara.

Mais conhecido como Hélio Negão, o deputado indicado por Bolsonaro para destravar as obras de duplicação da BR-101, já teria sido indicado pelo próprio presidente, em meados de agosto, como pré-candidato a Prefeito do Rio, visando as eleições municipais do ano que vem.

Na ocasião, a indicação teria desapontado o deputado estadual do Rio, Rodrigo Amorim (PSL), que queria a indicação do partido e já se articulava para tentar o apoio do governador Wilson Witzel (PSC) para a disputa da sucessão do prefeito Marcelo Crivella (PRB) em 2020.

Independente do nome para a disputa pelo Executivo carioca, o partido do clã Bolsonaro, que tem no deputado federal Felício Laterça (PSL-RJ), escolhido para dirigir o partido em Macaé, seu principal nome na região, visando o lançamento de mais candidaturas às prefeituras do interior do Estado.

Segundo informações de bastidores, a mira do PSL fluminense estaria justamente nas cidades de Niterói, Maricá, Campos e Macaé, municípios que recebem milionários repasses de royalties do petróleo.

Isso, pelo menos, até o dia 20 de novembro, quando o Supremo Tribunal Federal (STF), colocará na pauta de votação a questão da redistribuição dos royalties para estados e municípios não produtores em todo o país.

Enquanto a região luta pelo andamento das obras para a duplicação da BR-101, que beneficiaria toda a cadeia produtiva da indústria de óleo e gás no entorno da Bacia de Campos, as articulações continuam, não apenas no Rio, mas nos outros estados e municípios produtores, para não perder recursos considerados fundamentais para os cofres públicos envolvidos.

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