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Divisão da Infraero com o capital privado pode trazer solução para o problema da pista do Aeroporto de Macaé

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Estatal seria dividida em 6 áreas, e seus 56 aeroportos seriam administrados por empresas de capital privado

Tunan Teixeira

 

Uma ótima notícia para Macaé pode ter sido dada pelo governo federal nesta semana, ao anunciar em diversos veículos de comunicação do país informações sobre a privatização da Empresa Brasileira de Infra Estrutura Aeroportuária-Aeroporto Macaé (Infraero).

Com o recente sucesso dos leilões de 4 aeroportos brasileiros, o governo teria chegou a decisão de dividir a estatal em 6 partes, por áreas geográficas, para agrupar e conceder ao setor privado os 56 aeroportos administrados pela empresa, entre eles o Aeroporto de Macaé.

“Quem arrematar um “filé”, como Santos Dumont, por exemplo, levaria também pequenos aeroportos do Rio e Vitoria (ES). No caso de Congonhas (SP), o vencedor da licitação ficaria também com outros terminais paulistas e do estado do Mato Grosso Sul, seguindo o mapa de comandos regionais da Aeronáutica”, contou reportagem do jornal O Globo.

Segundo a matéria, a ideia do governo é adotar um modelo híbrido de privatização e concessão por blocos de terminais, que resultaria, no fim do processo, na extinção da Infraero, já que estaria decidido que a parte de controle de voo e os 1.900 funcionários desta área seriamtransferidos para a Aeronáutica, que vai assumir a Nav Brasil, que seria a nova empresa pública que já estaria sendo criada para essa finalidade.

O Extra revela ainda que a alternativa proposta para a Infraero estaria sendo defendida pelos quatro ministros responsáveis pelo setor, Dyogo Oliveira, do Planejamento; Maurício Quintella (PR), dos Transportes; Eliseu Padilha(PMDB), da Casa Civil, e Moreira Franco (PMDB), Secretário Geral da Presidência.

A notícia vem sendo muito bem recebida na Capital Nacional do Petróleo, que há anos tenta viabilizar a reforma da pista de pouso e decolagem do Aeroporto da cidade, que desde 2015, deixou de receber voos de passageiros, depois de Azul Linhas Aéreas retirou de linha o modelo de aeronave que podia trafegar na pista.

Segundo informações da prefeitura, a solução para que o Aeroporto volte a receber voos comerciais seria a troca do asfalto da pista, já que esta não suportaria o peso das aeronaves ATR 72, usadas em voos comerciais regionais nas principais cidades do país.

Como o projeto para a Infraero pode não ficar pronto antes do final de 2018, outra solução pensada pelo governo federal, de acordo com O Globo, também seria oferecer o Aeroporto Santos Dumont, do Rio de Janeiro, em uma feira de negócios aeroportuários que acontecerá nos dia 19 e 25 de junho, na cidade francesa de Le Bourget.

“Essa notícia (dos leilões dos aeroportos da Infraero) sem dúvida é muito boa para Macaé, porque a gente entende que o capital privado poderia fazer esse investimento para a reforma da pista de forma mais imediata”, analisou o Diretor da Comissão Regional da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em Macaé, Marcelo Reid.

O assunto do aeroporto deve entrar nas pautas que o Prefeito de Macaé, Dr. Aluízio (PMDB), pretende levar ao governo federal quando se reunir com Moreira Franco, na próxima semana, em Brasília. Também estão na pauta questões relacionadas ao setor do petróleo na Bacia de Campos.

 

Foto: Igor Faria

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