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Disputa por vagas na Câmara Federal e na Alerj deve esquentar clima político de Macaé nos próximos meses

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Da esquerda para a direita, em cima, Guto Garcia (MDB), Marcel Silvano (PT), Chico Machado (PDT) e Val Barbeiro (PHS), e embaixo, Julinho do Aeroporto (MDB), Dr. Luiz Fernando (PTC), Felício Laterça (PSL) e Marvel (REDE), nomes que podem pintar como candidatos nas eleições de outubro

Enquanto a política municipal de Macaé segue em clima “pacífico” com o recesso parlamentar da Câmara até agosto e as diversas melhorias promovidas pela prefeitura, como as obras de infraestrutura em diversos locais da cidade, a corrida eleitoral por uma vaga em Brasília deve começar a esquentar até outubro, data das eleições gerais no país.

Apesar dos boatos que se espalharam desde o ano passado, de que o Prefeito Dr. Aluízio, agora sem partido, poderia entrar na disputa pelo Governo do Estado do Rio, boatos que provaram bem distantes da realidade, alguns nomes da política municipal devem figurar entre os candidatos à Câmara Federal e até mesmo à uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj).

São os casos já confirmados de pelo menos 4 vereadores, Guto Garcia (MDB), Julinho do Aeroporto (MDB), Dr. Luiz Fernando (PTC) e Marcel Silvano (PT), pré-candidatos a deputado estadual, a cidade pode rever nomes conhecidos que ainda não figuram no meio político, como é o caso do delegado da Polícia Federal (PF), Felício Laterça (PSL), pré-candidato a uma vaga em Brasília.

Segundo blog do jornalista Daniel Galvão, que chamou de “guerra” a disputa entre Guto e Julinho para garantir vaga na Alerj, o ex-secretário de Educação já teria tomado a decisão de não fazer dobradinha com nenhum candidato a deputado federal do partido.

As informações devem frustrar os planos dos filhos de 3 dos chamados caciques do partido no estado, Eduardo Cunha, Jorge Picciani e Sérgio Cabral, todos condenados por envolvimento em escândalos de corrupção, e que, agora, devem apostar nos filhos para manter o poder político em família.

Em seu blog, o jornalista André Cabral lembra que Leonardo Picciani e Marco Antônio, também conhecido como Cabralzinho, além de Daneille Cunha, devem disputar o espaço de poder de seus pais condenados pela Operação Lava Jato.

André, que nada tem a ver com a poderosa família Cabral do MDB, lembra que Macaé tem sido um “nicho histórico” da família Picciani no Norte Fluminense, e revela que Leonardo Picciani e Cabralzinho pretendem conseguir, pelo menos, 2 mil votos cada na cidade na disputa para deputado federal.

A tarefa dos 2 ficou ainda mais árdua depois que o Prefeito Dr. Aluízio deixou o MDB, restando a eles a busca por apoio na Câmara Municipal. Como Guto já anunciou publicamente que não vai apoiar os filhos dos caciques emedebistas nesta eleição, restaria aos herdeiros e Cabral e Picciani tentar conseguir o apoio de Julinho.

O caso de Guto é ainda mais complicado dentro MDB, já que o vereador e ex-secretário de Educação, assim como o também vereador Dr. Márcio Bittencourt (MDB), já deixaram claras suas intenções de deixar o partido por diversas divergências.

Para Daniel Galvão, a maior probabilidade é de que Guto se alie ao delegado, que se desincompatibilizou da chefia da PF, e que ganhou notoriedade na região depois da Operação Basura, quando ajudou a desmontar um milionário esquema de corrupção em Cabo Frio.

Correndo por fora, longe dos alardes que significam fazer parte do MDB atualmente, estão Marcel, que segue sua pré-campanha com reuniões, debates e uma proposta de construção coletiva de políticas públicas, e Dr. Luiz Fernando, que, curiosamente, se mantém “quieto” sobre a disputa, quadro que deve mudar no retorno do recesso, daqui a duas semanas.

No último dia 28 de junho, Marcel consolidou sua candidatura ao participar de evento na tradicional Lyra dos Conspiradores ao lado da pré-candidata de seu partido ao Governo do Rio, a filósofa Marcia Tiburi (PT), em debate sobre o protagonismo dos cidadãos nas questões políticas.

Já contra o vereador do PTC, mesmo partido do ex-presidente Fernando Collor, pesa o fato de que um de seus principais aliados políticos na cidade, o ex-prefeito Riverton Mussi (PDT), está envolto em problemas judiciais e condenações por improbidade que o deixam cada vez mais distante das urnas, quaisquer que sejam elas.

Até a confirmação dos nomes, com a realização das convenções partidárias, cujo prazo se encerra no próximo dia 5 de agosto, outros nomes ainda podem surgir, tanto de dentro da Câmara, como nos casos de Marvel (REDE) e Val Barbeiro (PHS), quanto de fora, como o do ex-vereador Chico Machado (PDT).


 

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