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Desistência de pré-candidato do PRB à presidência faz MDB e PSDB disputarem alianças

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Na foto, ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS) já mandou recado aos aliados: quem apoiar candidatura de Ciro Gomes (PDT) deve deixar a base do governo

Faltando pouco menos de 3 meses para as eleições de outubro, já começam a cair nomes de pré-candidatos à presidência da república. O primeiro de quase 18 nomes a deixar o páreo foi o empresário Flávio Rocha (PRB).

E nem bem desistiu da candidatura, o partido já é alvo de MDB e PSDB, que buscam apoio para suas pré-candidaturas. Em nota divulgada na última sexta-feira, 13, assinada por Rocha e pelo presidente do partido, Marcos Pereira (PRB), a sigla defende o diálogo em busca de “proposta mais equilibrada” para o Brasil, se estabelecendo como um partido de “centro”.

De acordo com agência de notícias internacional Reuters, logo após a divulgação da note, o MDB, que lançou como pré-candidato o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o PSDB, que lançou o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, manifestaram interesse em se aliar o PRB.

O pré-candidato tucano, inclusive, já teria fechado o apoio do PSD, partido do atual ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, além de já dar como certos os apoios de outros 3 partidos, PPS, PV e PTB, segundo informou à Reuters o secretário-geral do PSDB, Marcus Pestana.

A agência internacional de notícias diz ainda que os tucanos mantêm conversas com outros 2 pré-candidatos à presidência, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ex-ministro, Ciro Gomes (PDT).

Segundo o presidente do PPS, Roberto Freire, revelou à Reuters, o apoio do partido aos tucanos já dado como garantido, esperando apenas a convenção partidária de agosto para oficializar a aliança na disputa presidencial.

Já o MDB, do presidente Michel Temer, acredita que Flávio Rocha pode ser o nome para compor a chapa nas eleições presidenciais com Meirelles, de acordo com o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS).

O ministro acredita que a aproximação de seu partido com o PRB se daria naturalmente, já que o PRB é aliado dos emedebistas em Brasília, além de compor o grupo político que sustenta o criticado governo Temer.

Ainda falando sobre alianças partidárias, Marun mandou um recado para lá de direto aos partidos que pensam em se alinhar com a candidatura de Ciro Gomes, avisando que os partidos da base que decidirem se aliar com o PDT devem deixar o governo.

“É difícil alguém que tem ministros no governo dizer que o melhor é Ciro Gomes”, disse o ministro, em café da manhã com jornalistas, ainda na última sexta.

“Não estou dizendo que quem não apoia o Meirelles deixa o governo, mas tem que ter limite”, acrescentou Marun, falando principalmente de líderes do DEM e do PP, que estariam conversando com o PDT.

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