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Deputado Janio Mendes retira sua assinatura da CPI dos ônibus

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Além de Jânio outros cinco parlamentares, que haviam assinado o documento, retiraram a assinatura, provocando o arquivamento da CPI

 

O Deputado Estadual Jânio Mendes é um dos cinco parlamentares, que decidiram retirar sua assinatura, do requerimento que pedia a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus, proposta pelo Deputado Marcelo Freixo.

Segundo Jânio, a comissão perde seu sentido, desde o momento que uma investigação foi iniciada pelo Ministério Público Federal junto com a Polícia Federal, autoridades estas, de grande competência para dar andamento a esse tipo de ação.

Porém, a mudança de opinião não agradou os parlamentares do PSol, que tiveram que aceitar o arquivamento do projeto, que foi protocolado pela bancada do partido no dia primeiro de agosto com o intuito de investigar o suposto esquema irregular nos transporte público do Estado. A proposta surgiu após os desdobramentos da Operação Ponto Final, que investiga um esquema de propina usado para obtenção de vantagens em licitações e outros benefícios para as empresas de ônibus no estado do Rio, que até agora resultou na prisão de Jacob Barata Filho, herdeiro conhecido como "Rei dos Ônibus", além de outros empresários e políticos envolvidos com corrupção no transporte viário do estado. Todos acusados de pagar propina a políticos, incluindo o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

Após as constantes reclamações dos parlamentares da bancada do PSOL, por meio de nota, o presidente da Alerj, André Cecilliano, esclareceu que o Parlamento, não se ganha no grito, mas no voto. “Para abrir CPI, é preciso ter número, conforme determina o Regimento Interno no seu artigo 84, parágrafo 8, alínea A. Se deputados assinaram o pedido da CPI e mudaram de posição por alguma razão, eles estão no seu direito. Ameaças por parte dos contrariados no sentido  de expor nomes fazendo ilações são uma atitude antidemocrática que não têm respaldo na minha presidência. Ademais, já existe uma investigação em curso por parte do MP e da PF, há  gente presa, delações, provas. Uma CPI no âmbito do Parlamento em nada vai acrescentar às investigações, se prestará apenas a montar palanque e não é hora para isso", finalizou.

 

 

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